O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) concedeu à Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) uma patente de invenção referente à tecnologia Sistema Automatizado para o Gerenciamento da Qualidade da Energia Elétrica.
Primeira patente de invenção da universidade, a conquista representa um marco e consolida um caminho de proteção da propriedade intelectual que, segundo a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Kátia Punhagui, pode estimular novos pesquisadores a transformar resultados de pesquisa em tecnologias protegidas e, futuramente, em soluções para a sociedade.
A Carta-Patente n.º BR 102020004813-9 foi expedida em 21 de julho de 2026. A invenção tem a Unila como titular e o pesquisador Oswaldo Hideo Ando Junior como inventor. O pedido havia sido enviado em 11 de março de 2020.
Os pesquisadores explicam que não basta que a eletricidade chegue a uma casa, indústria ou equipamento, ela precisa apresentar características adequadas para que os sistemas elétricos funcionem corretamente e com segurança.
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Por isso, quando há problemas nessa qualidade, podem ocorrer aquecimento, perdas elétricas, redução de desempenho, funcionamento inadequado e até danos aos equipamentos. Isso tem relação com o conceito de qualidade da energia elétrica (QEE).
Entre os problemas que podem comprometer a qualidade da energia estão, por exemplo, distorções na forma da corrente e da tensão. Para corrigir esses distúrbios, podem ser utilizados filtros, que atuam sobre os sinais elétricos para reduzir os efeitos indesejados e adequar as condições de funcionamento da rede.
Ando Junior informa que os filtros convencionais são, em geral, projetados para determinadas condições de operação. Quando a carga ou as características da instalação mudam, aquele filtro pode deixar de ser a solução mais adequada.
Patente abre caminhos para Unila
Foi diante dessa limitação que surgiu a proposta desenvolvida na pesquisa: criar um sistema capaz de monitorar continuamente as condições da rede elétrica e adaptar automaticamente sua atuação.
A solução pode selecionar, combinar, conectar ou desconectar diferentes filtros de acordo com a situação identificada. “Em vez de termos apenas um filtro fixo, desenvolveu-se um conceito de um sistema inteligente e reconfigurável de adequação da QEE”, realça o pesquisador.
A patente, entretanto, não encerra a trajetória da tecnologia. Segundo Ando Junior, a concessão abre uma nova etapa, que envolve a possibilidade de prospecção e aproximação com o setor produtivo. “A patente não representa o final, mas sim o início de uma nova etapa, aproximando a pesquisa acadêmica do setor produtivo até virar um produto com inserção no mercado.”
(Com informações da assessoria de imprensa da UNILA)

