Casos de covid-19 aumentam em Foz em meio a debate sobre nova onda ou onda silenciosa no país

Mesmo países com alto índice de vacinação veem casos e mortes aumentar. Foto Flickr
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Os atuais indicadores de transmissão de covid-19 são preocupantes. O número de casos de pessoas infectadas cresce menos de um mês após o fim formal do estado de calamidade pública no país e dois meses depois da ampla flexibilização que, na prática, quase aboliu o uso de máscaras de proteção no Paraná.

Boletim InfoGripe periódico da Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz, divulgado nessa sexta-feira, 20, alerta que os casos de covid-19 voltaram a predominar entre os resultados positivos para vírus respiratórios. Eles respondem por 41,8% das ocorrências das últimas quatro semanas epidemiológicas.

“Assim, no momento, a covid-19 ressurge como a principal causa de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre os resultados positivos de SRAG”, destaca a Fiocruz. Essa análise abrange o período de 8 a 14 de maio.

Em Foz do Iguaçu, o número de casos ativos da doença dobrou de uma semana para outra, segundo o último boletim semanal emitido pela saúde pública na quarta-feira, 18. A quantidade de pessoas acometidas pela infecção do novo coronavírus cresceu vertiginosamente.

No boletim de 13 de abril, eram menos de cem ocorrências. Nesta semana, foram 557 novos casos positivos de covid-19 entre moradores iguaçuenses, o que representa 79 diagnósticos diários positivos, aumento de 83% em relação à última semana.

Esse crescimento expressivo da doença na cidade vem sendo verificado desde abril. O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) sustenta que o crescimento pode ser pela sazonalidade do clima, que eleva a demanda de pessoas sintomáticas nas unidades de saúde, e devido a aglomerações nos recentes feriados.

Em nível nacional, discute-se a eventualidade de uma quarta onda de transmissão da covid-19, a qual poderia decorrer da incidência da pandemia em outros países. Há pesquisadores que tratam de uma “onda silenciosa”, após curta calmaria que reduziu as contaminações.

Em levantamento do dia 11 de maio, o H2FOZ mostrou que mais de 150 mil pessoas não haviam tomado a dose de reforço da vacina contra a doença. Esse número expressivo reflete a baixa procura da população pela imunização nos últimos meses, quando a covid-19 deu uma trégua em termos de adoecimento e mortes.

Se os dados atuais da pandemia são sinal de alerta à população, ao poder público eles devem ter o efeito de chamado para a ação. Campanhas efetivas sobre a adoção dos cuidados individuais e estratégias de imunização para elevar a cobertura da terceira dose parecem ser uma das medidas possíveis e necessárias neste momento.

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H2FOZ – Editorial

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