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Opinião do H2FOZ

Estragos da cheia na fronteira, fake news binacional e eleições

As chuvas intensas, os alagamentos e seus danos repõem o debate sobre o meio ambiente e as eleições de 25 de outubro.

2 min de leitura
Estragos da cheia na fronteira, fake news binacional e eleições
Chuvas intensas, alagamentos e danos - imagem: Claudio Siqueira, com IA


Chuvas contínuas durante uma semana causaram estragos nas Três Fronteiras. O Rio Paraná atingiu 121 metros, diante da cota normal de 105 metros. A cheia deixou cerca de mil famílias parcial ou totalmente desabrigadas nas cidades do Paraguai e perto de 30 desalojadas em Foz do Iguaçu, no Brasil.

As comunidades mais vulneráveis, próximas ao Paranazão e seus afluentes, foram as mais afetadas. No lado paraguaio, uma mulher de 58 anos faleceu dentro da própria casa, que desabou em área de barranco de rio. No turismo, foram adotadas restrições em atrações nas Cataratas do Iguaçu, com a alta vazão do Rio Iguaçu.

Medida de segurança prevista desde a obra, a Itaipu abriu as calhas do vertedouro para a passagem da água pela represa. Foi o suficiente para o resgate de surrada desinformação quanto à segurança do empreendimento diante do volume de chuvas. Fake news binacional, o boato foi desmentido pelas direções brasileira e paraguaia da usina.

“A barragem foi construída considerando os mais rígidos padrões de segurança e possui mais de três mil instrumentos instalados que monitoram continuamente o desempenho da estrutura”, explicou a binacional. Esses recursos têm o acompanhamento rígido e constante da equipe técnica especializada.

As chuvas intensas, os alagamentos e seus danos repõem o debate sobre o meio ambiente e as eleições de 25 de outubro. As mudanças do clima e suas implicações nas cidades, que são o espaço compartilhado pelas pessoas, as políticas de prevenção/mitigação e a assunção de novos paradigmas do modo de viver e produzir não podem ser pautas secundárias.

Ao eleitor, cabe refletir sobre como as candidaturas em disputa enxergam o tema socioambiental e não apenas a visão, mas o real comprometimento. A resposta para qual país e qual agenda do meio ambiente se deseja e se busca também informa e antecipa a jornada que a cidade irá percorrer e sua relação com a natureza e suas forças.

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