A fronteira vai reabrir dia 15. Mas como serão as vendas com o dólar (hoje) a R$ 5,63?

H2FOZ – Cláudio Dalla Benetta

O comércio paraguaio está só na expectativa da reabertura das fronteiras, agora confirmada para o dia 15, com um encontro dos presidentes Jair Bolsonaro e Mario Abdo Benítez na Ponte da Amizade.

Para os comerciantes, foram quase sete meses sem vender quase nada. É o comprador brasileiro que movimenta as lojas, garante empregos do setor e ajuda a movimentar toda a economia das cidades paraguaias de fronteira.

Mas… (e sempre há um mas!) e o dólar, vai ajudar nas vendas? O brasileiro, de maneira geral, está mais pobre com a pandemia que dilapidou as finanças de todo mundo, seja com redução de salários, seja com redução de vendas também por aqui, entre muitos outros fatores negativos.

Mais pobre e tendo que pagar, em dólar, 40% mais do que pagaria no começo deste ano? Em janeiro, a moeda norte-americana era cotada a R$ 4,03; nesta quinta-feira, 8, vale R$ 5,63. Isto é, pra ser exato, 39,7% a mais do que a cotação de janeiro.

Entre as moedas das maiores economias do mundo, o real foi a que mais desvalorizou. Mais, inclusive, do que o peso argentino, onde há vários tipos de câmbio, sendo os principais o oficial (que o governo fixa) e o “dólar blue” (no mercado negro).

Mas é importante lembrar que a cotação no começo deste ano já não era favorável a compras de importados no Paraguai. E que os comerciantes de Ciudad del Este já vinham pedindo ajuda do governo para amenizar a crise.

Agora, a crise deixou todo mundo estatelado. E, pra se recuperar, vale qualquer compra de brasileiros. Que, certamente, vão às lojas paraguaias, mas sem muito dinheiro pra gastar.

Com real fraco, temor é que brasileiro compre a metade do que adquiria antigamente. Montagem Arquivo

O jornal La Clave diz que os comerciantes de Ciudad del Este consideram ideal o câmbio 3×1, isto é, R$ 3 por US$ 1. Está chegando perto do dobro desta cotação.

A comerciante Ramírez Chang disse ao La Clave disse que, com a grande desvalorização do real, “o dinheiro que os turistas terão em mãos já não terá o mesmo valor quando vierem comrar no Paraguai. Os brasileiros continuam ganhando a mesma coisa, mas agora, com a diferença cambial, vão poder comprar a metade do ue antes levavam”.

Mas o guarani também se desvalorizou, em torno de 20%. Com isso, segundo a comerciante, os lojistas não terão muita margem de manobra para oferecer descontos nos produtos. “Não podemos fazer muita redução de custos”, afirmou.

Preços mais baixos

Os produtos vendidos no Paraguai quase sempre têm preços mais baixos que no Brasil, porque o comércio paga bem menos impostos que aqui.

Mas, antes de ir às compras, o brasileiro tem que pesquisar via Internet e fazer uma comparação. E evitar aquelas lojas que, até antes da pandemia, tinham o costume de lesar consumidores, o que sempre gerava dor de cabeça e confusão.

Como norma, frequentar lojas de renome e não cair na armadilha que sempre montavam os autodenominados “guias de turismo”. São aqueles que se oferecem para acompanhar o comprador a uma loja onde o preço é sempre mais baixo, mas a possibilidade de cair num golpe é bem alta.

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