Brasil fez sua parte. Abertura da Ponte da Amizade só depende do presidente Abdo Benítez

H2FOZ – Cláudio Dalla Benetta

Para o encontro com o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, o governador de Alto Paraná, Roberto González Vaesken, leva na mala um trunfo: a autorização do Brasil para que iguaçuenses possam atravessar a Ponte da Amizade, o que só depende da reciprocidade paraguaia. O governador irá apresentar a Abdo Benítez os protocolos para reabrir a fronteira com segurança.

A reunião com o presidente seria inicialmente nesta segunda-feira, mas foi marcada para pra sexta-feira, dia 18. O governador deve levar com ele os prefeitos de Ciudad del Este, Presidente Franco, Hernandarias e Minga Guazú, “para que tenhamos mais força”, como explicou.

Até agora, além da questão da pandemia, uma das desculpas das autoridades paraguaias era de que o Brasil mantém fechadas as fronteiras até 29 de setembro. Mas, com a portaria 419, do governo federal, o trânsito entre cidades-gêmeas de fronteira (caso de Foz e Ciudad del Este) está liberado pelo Brasil.

A intenção de González Vaesken era a de contar com um protocolo, desenvolvido em conjunto por médicos do governo de Alto Paraná com a Décima Região Sanitária e a Itaipu Binacional, até a data em que o Brasil liberasse as fronteiras.

O governador vai apresentar os protocolos ao presidente, na sexta, 18.

“A ideia é que no fim do mês, quando o Brasil levantar o fechamento da ponte, já se possa trabalhar e avançar”, disse o governador na quarta-feira, 9. E explicou: “Estamos trabalhando no protocolo sanitário, nas vias de comunicação, no controle das pessoas, que terão um código QR, para que, quando for aberta a ponte, não se tenha que trabalhar em protocolo, mas em sua aplicação”.

No caso da portaria brasileira, não se especifica qualquer protocolo. Pra entrar ou sair do Brasil, os moradores de cidades-gêmeas precisam apenas apresentar documento de residente fronteiriço ou outro documento comprobatório.

Ainda mais importante que a portaria brasileira é a opinião do até então irredutível ministro de Saúde Pública do Paraguai, Julio Mazzoleni, que já admite a possibilidade de reabrir a fronteira, com controle sanitário, depois que estabilizou número de casos de covid-19 em Alto Paraná e, especialmente, em Ciudad del Este, onde também diminuiu a utilização de leitos de UTI. A região era o epicentro da pandemia no país, posição que agora é de Assunção e departamento Central.

É possível – até provável – que até o final desta semana os moradores de fronteira tenham novidades sobre a reabertura da Ponte da Amizade, que inicialmente receberá pouco movimento (500 pessoas por dia, na primeira semana).

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