A realização de controles unificados entre Brasil e Argentina, com fiscalização conjunta no futuro Porto Seco de Foz do Iguaçu, está gerando questionamentos no país vizinho.
A partir de 1.º de janeiro de 2027, com a nova estrutura já em funcionamento na Terra das Cataratas, a fiscalização ocorrerá uma única vez. A ação tem como objetivo dar maior eficiência aos processos, aumentando a competitividade do modal rodoviário.
Atualmente, os caminhoneiros passam por procedimentos similares no Brasil e na Argentina. A duplicidade representa não só burocracia, mas demora adicional para a travessia da fronteira e custos aos transportadores e aos contribuintes.
A transferência para o Brasil, porém, levantou questionamentos da Câmara de Comércio de Puerto Iguazú, que teme prejuízos à economia da cidade.
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De acordo com a Radio Yguazú, a queixa original partiu do Centro de Despachantes de Aduana (CDA), que reúne profissionais do setor na Argentina.
Conforme o CDA, a mudança poderá “afetar direta e indiretamente mais de 300 famílias” da cidade argentina, incluindo despachantes, agentes de transporte, auxiliares, estivadores e outros trabalhadores vinculados à atividade.
A Câmara de Comércio pede que a Argentina invista na melhoria da Zona Primária Aduaneira de Puerto Iguazú. Com os investimentos e modernizações, a entidade argumenta que as operações poderiam continuar no país, sem perda de competitividade.
Para as próximas semanas, a instituição planeja enviar cartas ao Ministério da Economia e à Direção Geral de Aduanas, bem como a autoridades provinciais e nacionais, defendendo sua posição.

