Exemplo daqui: Alto Paraná quer escritórios da Itaipu unificados na sede da usina

O governador do departamento de Alto Paraná, no Paraguai, defende, como medida de austeridade, a unificação dos escritórios da Itaipu Binacional, que hoje tem sedes em Assunção, Hernandarias e Ciudad del Este.

Roberto González Vaesken anunciou que vai fazer campanha no ano que vem para que o pessoal da sede de Assunção seja transferido para a fronteira, noticia o jornal ABC Color. Ele citou o que foi feito na atual gestão da diretoria brasileira, que fechou os escritórios de Curitiba e Brasília.

Segundo o governador, a unificação dos escritórios traria economia de gastos, e os recursos economizados seriam direcionados para obras.

“Os que querem trabalhar, que venham trabalhar aqui. De tal modo que este dinheiro economizado seja investido em obras na comunidade, em infraestrutura que impacte no desenvolvimento”, disse González Vaesken.

Comparando novamente com o lado brasileiro da usina, o governador disse que os investimentos na região de Foz do Iguaçu são superiores aos feitos na margem paraguaia. Em Foz, disse, a ampliação do aeroporto, a construção do mercado municipal, a duplicação da Rodovia das Cataratas e os projetos sociais financiados por Itaipu equivaleriam a US$ 250 milhões.

O jornal ABC Color completou o argumento de González Vaesken, lembrando que só na Ponte da Integração, que unirá Foz do Iguaçu a Presidente Franco, a margem brasileira de Itaipu está investindo US$ 84 milhões, enquanto no Paraguai o principal projeto executado com recursos da binacional é o multiviaduto de Ciudad del Este, um investimento de US$ 11 milhões.

SEDE EM ASSUNÇÃO

O escritório da Itaipu em Assunção ocupa um moderno prédio de 12 andares, além de cinco níveis para as garagens, que pertence à Cajubi (previdência privada dos empregados).

A mudança para o “Edifício Itaipu” foi em 2018. Pelo aluguel da sede anterior, em prédio também pertencente à Cajubi, Itaipu pagava 194.500.000 guaranis (R$ 140 mil) por mês. Pelo novo edifício, Itaipu passou a pagar mensalmente, de aluguel, 400 milhões de guaranis (R$ 290 mil), como noticiou em maio de 2018 o jornal Última Hora.

A exemplo do que acontecia na margem brasileira, além dos gastos com aluguel e despesas para ocupação do escritório, a Itaipu no Paraguai ainda arca com o custo de passagens e estadias dos empregados que viajam entre a capital e a sede da usina, em Hernandarias (ou ao escritório de Ciudad del Este).

Quando assumiu a Diretoria Geral Brasileira, o general Joaquim Silva e Luna fixou residência em Foz (foi o primeiro a fazer isso, na história de Itaipu). Os demais diretores seguiram o exemplo e  hoje todo o comando da usina está sediado na cidade.

Depois, foi fechado o escritório de Curitiba, com  vinda de aproximadamente 120 empregados para cá, eliminando custos de aluguel do prédio (da Fibra, previdência dos empregados), de manutenção e também os gastos com passagens e estadias.

Mais recentemente, foi fechado o escritório de Brasília, também com transferência a Foz dos (poucos) empregados de lá.

Claudio Dalla Benetta - H2FOZ

Cláudio Dalla Benetta é repórter do H2FOZ. e-mail: [email protected] Veja mais mais conteúdo do autor.

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