Expectativa agora é de que a fronteira reabra dentro de 15 dias. Protocolos avançam

H2FOZ – Cláudio Dalla Benetta

A esperança aumentou, em Ciudad del Este. Tanto, que já foi até cancelada a megamanifestação marcada para esta quinta, 1, ou sexta-feira.

A situação mudou depois de uma reunião virtual de representantes do governo paraguaio com autoridades e os sindicatos de comerciantes e de outros setores de Alto Paraná, onde fica Ciudad del Este.

“Foi a conversa que esperávamos há muito tempo. Significa ter um interlocutor que nos dirá tudo o que planeja o Governo e que também ouvirá tudo o que precisamos. É um progresso, porque até agora isso não aconteceu”, disse o secretário de Indústria e Comércio de Alto Paraná, Omar Araldi, um dos ativistas do protesto, segundo o jornal La Clave.

A reunião virtual teve como participantes, por parte do governo nacional, o chefe do Gabinete Civil da Presidência da República,  Juan Ernesto Villamayor, que será o interlocutor com Alto Paraná; a vice-ministra de Economia, Carmen Marín Rodríguez; e o embaixador Raúl Cano.

De parte de Alto Paraná, participaram representantes dos sindicatos das cidades de fronteira e o governador de Itapúa, Juan Schmalko. Nem o governador de Alto Paraná, Roberto González Vaesken, nem o prefeito de Ciudad del Este, Miguel Prieto, fizeram parte da reunião virtual, apenas seus representantes. Mas os dois participaram de outra reunião virtual, com autoridades brasileiras e paraguaias..

O embaixador Raúl Cano garantiu que é iminente a reunião entre os presidentes Mario Abdo Benítez e Jair Bolsonaro, para viabilizar rapidamente a reabertura da fronteira.

Omar Airaldi disse que, na reunião, foi importante saber como está atuando o Paraguai. E disse que os participantes locais foram convencidos pelo que disse o ministro Juan Ernesto Villamayor: que seria inviável impor uma porção de obstáculos para ingressar no país. (…) Ele disse que os protocolos estão sendo analisados e que cada país tem o direito de impor condições”.

Sem exigência de teste de covid

O jornal La Nación informa que a diretora geral de Migrações, María Ángeles Arriola, disse que, nas conversações entre brasileiros e paraguaios, foi descartada a exigência de apresentar um certificado negativo para covid-19, como condição para entrar no Paraguai.

“Sobre o teste, o doutor (Guillermo) Sequera disse que não era garantia de que não haveria contágio. Além disso, um teste rápido poderia dar um resultado falso”, explicou a diretora.

Disse, também, que houve um debate entre autoridades de saúde do Paraguai e de Foz do Iguaçu e, “no final, chegaram a um acordo. Eles entendem – nós não somos médicos – que todos os cuidados devem er tomados nos comércios”.

O que já está definido, segundo ela, é a exigência do uso de máscaras durante toda a estadia. O prefeito de Ciudad del Este, Miguel Prieto, comprometeu-se a controlar os comércios “com todas as forças” e fiscalizar para que haja o controle da temperatura corporal, lavagem de mãos, distanciamento social e trabalho em turnos nos shoppings.

Outro acordo com o Brasil é na questão dos cordões sanitários e livre trânsito. “Chegou´se a um acordo para passagem livre em um horário restringido para a entrada somente de veículos durante 15 dias”, contou.

Mais tempo

Segundo o jornal La Clave, os organizadores da manifestação prevista para esta quinta-feira (ou sexta) já descartaram o protesto, por enquanto, depois dos resultados das conversas com autoridades nacionais e dos encontros virtuais entre o Paraguai e Foz do Iguaçu.

Agora, os sindicatos de trabalhadores da via pública taxistas, mototaxistas, transporte alternativo, transporte escolar e organizações empresariais deram um novo prazo – até 12 de outubro – para se chegar a um acordo com o Brasil para abrir a fronteira

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