Minotauro da Fronteira obteve documentação paraguaia, confirma ministro

Federico González, ministro do Interior, revelou que os documentos foram emitidos em 2016; brasileiro é apontado como líder de facção criminosa.

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O ministro paraguaio do Interior, Federico González, confirmou, nessa quinta-feira (24), que o brasileiro Sergio de Arruda Quintiliano Neto, mais conhecido como Minotauro ou Minotauro da Fronteira, obteve documentação com a nacionalidade do Paraguai em 2016. Ele é apontado como o líder de uma organização criminosa que opera na região.

Em declarações ao jornal Última Hora, González disse que os documentos foram emitidos com autorização do juiz Carlos Alvarenga, investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) brasileiro por supostos vínculos com o crime organizado binacional.

Minotauro está preso no Brasil desde fevereiro de 2019, quando foi localizado em um apartamento de luxo na cidade catarinense de Balneário Camboriú. Nos dois países, ele é considerado um dos líderes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), que domina as rotas de tráfico na fronteira seca entre Paraguai e Mato Grosso do Sul.

O objetivo da documentação paraguaia, segundo o Última Hora, seria dificultar a extradição ao Brasil em caso de prisão no país vizinho. A respeito, Manuel Doldán, promotor de Assuntos Internacionais do Ministério Público do Paraguai, afirmou que a tentativa seria inútil, tendo em vista a cooperação para intercâmbio rápido de foragidos.

O brasileiro é o principal suspeito de desencadear a onda de violência que tomou conta da cidade fronteiriça de Pedro Juan Caballero em 2018, com o assassinato de pessoas ligadas a um grupo rival. A matéria do jornal Última Hora, em espanhol, pode ser lida na íntegra clicando aqui.

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