Novas empresas maquiladoras vão garantir mais de 200 empregos em Alto Paraná, Paraguai

As exportações vão de vento em popa, no setor. Foto Agência IP

Enquanto a crise econômica assola o comércio de Ciudad del Este, principalmente, o setor de maquiladoras do Paraguai vai de vento em popa. Neste ano, já superou em 47% as exportações, na comparação com o primeiro trimestre do ano passado; e, em março, o aumento foi de 78% em relação a março de 2020.

Isso explica porque o interesse de novas empresas em produzir no Paraguai não diminuiu. Já com autorização da Câmara de Empresas Maquiladoras do Paraguai, cinco novas empresas começam a se instalar no departamento de Alto Paraná, cuja capital é Ciudad del Este. Elas vão investir US$ 1.153.256 e gerar 200 empregos diretos, como informa o jornal La Clave.

Os projetos aprovados são da Plastibras, filial de empresa brasileiro do ramo têxtil, que vai produzir insumos para a produção de calçados e gerar oito empregos; a fabricante de velas Paraguay Packing, 43 empregos.

E ainda: Chemise, de confecção de roupas para adultos e crianças, com 53 empregos; Dongjin Paraguay, processadora de baterias de automóveis, 103 empregos; e PWR PY, fabricante de roupas, 16 empregos.

BOM MOMENTO

Na linha de montagem, materiais importados se transformam em produtos acabados, para exportação.

As exportações sob o regime de maquila fecharam o primeiro trimestre deste ano com arrecadação de US$ 249 milhões, 47% a mais do que no mesmo período do ano passado, que havia fechado com US$ 169 milhões, segundo informa a agência de notícias IP, do governo paraguaio.

O mês de março teve um resultado ainda melhor. As vendas foram de US$ 97 milhões, um aumento de 78% em comparação com março de 2020, quando começaram a ser aplicadas as primeiras medidas para conter a pandemia de covid-19.

As exportações das maquiladoras se destinam basicamente ao Mercosul, principalmente Brasil e Argentina. A região respondeu por 89% das compras. Os 11% restantes se dividiram em outros mercados, como Estados Unidos, Chile e Vietnã.

Atualmente, trabalham neste regime 225 empresas, principalmente dos ramos de autopeças, azeites e seus derivados, confecções e têxteis, além de alumínio e suas manufaturas.

PROXIMIDADE

Se a pandemia prejudicou negócios no mundo inteiro, não atingiu as maquiladoras paraguaias, porque elas tiveram a oportunidade de fornecer insumos para fabricantes no Brasil e na Argentina que dependiam da China, mercado que ficou mais caro por causa da procura internacional e do aumento dos fretes.

Para o Brasil e a Argentina, além do frete mais barato, a entrega é mais rápida. O que levaria até meses para vir da China, em navio, chega em poucos dias aos compradores brasileiros e argentinos.

MAQUILADORAS

Não foi o Paraguai que inventou o nome nem o regime em que trabalham as empresas maquiladoras, que já existem há muitos anos nos Estados Unidos.

Essas empresas montam no país produtos ou insumos, para exportar, com materiais que compram de fornecedores do mundo inteiro, com imposto zero de importação e outras vantagens.  Isso faz com que seus preços sejam muito competitivos nos países onde as taxas são elevadas, caso de Brasil e Argentina, e é por isso que muitas (calcula-se 80%) das maquiladoras instaladas no Paraguai sejam de origem brasileira.

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Claudio Dalla Benetta - H2FOZ

Cláudio Dalla Benetta é jornalista e repórter do H2FOZ. e-mail: [email protected] Veja mais mais conteúdo do autor.

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