Paraguai deve voltar à fase zero da quarentena por 10 dias, de sexta-feira (26) a 4 de abril

A decisão ainda não foi confirmada, mas o ministro de Saúde Pública do Paraguai, Julio Borba, já conversou sobre a quarentena total com o presidente Mario Abdo Benítez e com representantes de setores de produção, eventos noturnos e restaurantes, entre outros, informa o jornal Última Hora. A quarentena pode entrar em vigor já na sexta-feira, 26, e prosseguir até 4 de abril, domingo da semana que vem.

A vice-ministra da Diretoria e Vigilância da Saúde, Lida Soza, informou que a volta à fase zero pode ser decretada apenas ara as cidades que estão em alerta vermelho, pelo número de contágios e mortes.

Essas cidades são: Assunção, Ayolas, Caacupé, Caazapá, Caraguatay, Ciudad del Este, Coronel Bogado, Encarnación, Fernando de la Mora, Fram, Guaraambaré, Hohenau, Lambaré, Luque, Mariano Roque Alonso, Ñemby, Paraguarí, Pilar, San Bernardino, San Juan Bautista, San Lorenzo, Villa Elisa e Villarrica.

Nessas cidades está vigorando até domingo, 28, a restrição de circulação a partir das 20h, além de outras medidas restritivas.

FRONTEIRAS

Nessa volta à fase zero, nem o ministro Julio Borba e nem a vice-ministra da Diretoria e Vigilância da Saúde, Lida Soza, citaram a possibilidade de fechamento das fronteiras.

Mas o setor de Migrações do Paraguai informou que fará controles mais rigorosos para o ingresso no país de paraguaios e estrangeiros, com exigência do teste negativo para covid-19, feito até 72 horas antes, segundo a Agência IP.

A diretora de Migrações, Ángeles Arriola, disse que a fiscalização será feita tanto no aeroporto Silvio Pettirossi, em Assunção, como nas fronteiras terrestres.

A preocupação é com o aumento de casos, que na semana passada subiram 12%, de acordo com o ministro Julio Borba. Esse aumento implicaria em que 15% desses novos infectados precisarão de atenção médica, o que afetará muito mais o sistema de saúde, segundo ele. “Temos uma longa lista de espera e é muito preocupante”, acrescentou.

A presidente do Círculo Paraguaio de Médicos, Gloria Meza, afirmou que “a única alternativa que temos é a quarentena total, porque já não temos leitos, medicamentos nem vacinas”.

Em comunicado, o Círculo de Médicos diz que o governo precisa cumprir suas promessas e que não há “uma estratégia precisa nem uma gestão dos meios adequados para uma luta mais digna contra a covid-19”.

Já houve 31 mortes de médicos, no Paraguai, e há 15 profissionais internados em terapia intensiva ou intermediária.

Dos 55.602 profissionais de saúde inscritos ara receber a vacina contra a covid-19, só 13.335 receberam a primeira dose.

CASOS E MORTES

O último relatório do Ministério de Saúde Pública informa que, nas últimas 24 horas até segunda-feira, 22, houve 1.990 novos casos de covid-19 e 39 mortes.

Desses óbitos, uma das vítimas tinha idade entre 20 e 39 anos; oito tinham entre 40 e 59 anos; e 30 eram idosos com mais de 60 anos.

O total de casos subiu para 196.112 e o de recuperados da doença foi para 1.545. Desde o início da pandemia, houve 3.679 óbitos.

Há falta de leitos para atender os pacientes, nos hospitais do Paraguai. E, na madrugada de segunda-feira, o Hospital de Clínicas teve falta de oxigênio, devido ao número de internados.

 

Gostou do texto? Contribua para ampliar o jornalismo em Foz do Iguaçu. ASSINE JÁ

Claudio Dalla Benetta - H2FOZ

Cláudio Dalla Benetta é repórter do H2FOZ. e-mail: [email protected] Veja mais mais conteúdo do autor.

error: O conteúdo é de exclusividade do H2Foz.