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Pesquisa nas pontes

Pesquisa da UDC sobre movimento nas pontes orienta ações e políticas públicas

Instituição divulgou o resultado do levantamento feito nas pontes do Brasil com o Paraguai e Argentina; saiba os principais dados e como acessar o estudo completo.

4 min de leitura
Pesquisa da UDC sobre movimento nas pontes orienta ações e políticas públicas
Evento reniu diretores, professores e estudantes da UDC, representantes de instituições públicas e empresários - foto: UDC/assessoria
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Movimento intenso que reflete na economia, na mobilidade e na integração entre as cidades da região trinacional. Pesquisa do Centro Universitário UDC sobre o fluxo de pessoas e veículos nas pontes da fronteira orienta ações de entes públicos e privados, bem como políticas governamentais.

A instituição de ensino superior divulgou, nesta quinta-feira, 28, o resultado do levantamento de 2024, nas pontes da Amizade e Tancredo Neves, do Brasil com o Paraguai e a Argentina respectivamente. O evento reuniu diretores, professores e estudantes da UDC, representantes de instituições públicas e empresários, na Alfândega da Receita Federal do Brasil (RFB) em Foz do Iguaçu.

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Na prática, são quatro amostragens, com 309 resultados, incluindo gráficos e tabelas. O trabalho envolveu cerca de 200 professores e docentes, totalizando 102 horas ininterruptas de pesquisa, no período de 14 a 18 de novembro de 2024. Instituições, pesquisadores e demais interessados podem obter a pesquisa: www.udc.edu.br.

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A reitora da UDC, professora Rosicler Hauagge do Prado, destacou a dedicação dos diretores, professores e universitários, assim como a parceria com instituições públicas e privadas. “É um trabalho feito com seriedade e comprometimento, que mostra o lado social da nossa instituição. A pesquisa é um documento que serve de orientação às ações de diferentes entes sobre a fronteira.”

Os resultados e o histórico do estudo foram detalhados pelo pró-reitor da UDC, professor doutor Fábio Hauagge do Prado, que idealizou a ação há duas décadas. “A cada ano, recebemos as solicitações dos órgãos e entidades com suas demandas e as incluímos no trabalho. O resultado mostra que temos um fluxo fantástico que reflete na economia da fronteira”, frisou.

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Trabalho reconhecido, pesquisa é usada em políticas públicas e tomadas de decisões – foto: UDC/assessoria

Pesquisa nas pontes

Dirigentes de órgãos federais e de entidades de classe enfatizaram a importância da pesquisa para embasar ações e planejamentos. “É uma referência quantitativa e qualitativa para ser utilizadas por todos os órgãos, que mostra o tipo, o perfil do viajante”, declarou o delegado-substituto da alfândega em Foz do Iguaçu, auditor-fiscal Cláudio Roberto Caetano Marques.

O diretor de Comércio Internacional da Associação Comercial e Empresarial (ACIFI), Mario Camargo, expôs queos dados sobre o movimento fronteiriço são exatos graças à pesquisa. “Hoje, temos a certeza dos números para tomarmos decisões, tanto no âmbito público quanto privado”, enfatizou o empresário, que atua no comércio internacional.

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Fronteira em movimento

No período de mais de cem horas da pesquisa, foram contabilizados 276.792 veículos no sentido Brasil–Paraguai e Paraguai–Brasil, uma média de 2.713 por hora. No mesmo período, foram 50.595 veículos no sentido Brasil–Argentina e Argentina–Brasil, correspondendo a 496 por hora.

Principais dados da pesquisa da UDC:

  • Fluxo diário médio de veículos

Ponte da Amizade — Brasil–Paraguai

  • 2024: 43.358
  • 2023: 45.109

Ponte Tancredo Neves — Brasil–Argentina

  • 2024: 10.119
  • 2023: 11.395
  • Fluxo diário médio de pessoas

Ponte da Amizade — Brasil–Paraguai

  • 2024: 93.095
  • 2023: 103.859

Ponte Tancredo Neves — Brasil–Argentina

  • 2024: 33.298
  • 2023: 32.147
  • Fluxo médio de veículos por hora, durante a realização da pesquisa:

Ponte da Amizade — Brasil–Paraguai


Ponte Tancredo Neves — Brasil–Argentina


Duas décadas de pesquisas

O Centro Universitário UDC realiza pesquisas do fluxo de pessoas e veículos nas pontes internacionais em Foz do Iguaçu há mais de duas décadas. Esse trabalho remonta à pesquisa do então graduando Fábio Prado, que depois evoluiu para seu mestrado e doutorado na Università Roma TRE, na Itália.

Atualmente, os órgãos diretamente envolvidos nas atividades aduaneiras, como Receita Federal, Polícia Federal, entidades de classe e empresários, solicitam realização das pesquisas, que têm periodicidade anual. São dados científicos para nortear ações e políticas públicas, além da tomada de decisão sobre assuntos relacionados à região trinacional.

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    Paulo Bogler

    Paulo Bogler é repórter do H2FOZ. Com enfoque em pautas comunitárias, atua na cobertura de temas relacionados à cidade, política, cidadania, desenvolvimento e cultura local. Tem interesse em promover histórias, vozes e o cotidiano da população. E-mail: bogler@h2foz.com.br.

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