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Caminhões na fronteira

Ponte da Integração: entidades enviam ofício ao governo federal

Documento pede atenção redobrada em relação às próximas fases de abertura da Ponte da Integração Brasil–Paraguai.

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Ponte da Integração: entidades enviam ofício ao governo federal
Panorama da reunião que discutiu o ofício sobre a Ponte da Integração. Foto: Divulgação/SITRO-FI

Entidades do setor de transportes assinaram, na última segunda-feira (16), o Ofício n.º 06/2026 – CNTTL – FETROPAR – SINDICATOS – DIBEP, destinado ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Assunto: Ponte da Integração.

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O documento leva a assinatura de instituições como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL). Localmente, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Foz do Iguaçu (SITRO-FI) firma o ofício.

No texto, as instituições expressam preocupação quanto ao plano da cidade de Presidente Franco de pedir a liberação da Ponte da Integração para carros.

No entender das entidades, antes de liberar a passagem de carros leves, os governos precisam resolver a dinâmica da circulação de caminhões.

Atualmente, a Ponte da Integração está aberta apenas no período noturno. Está permitida, somente, a passagem de caminhões vazios (das 22h às 5h) e de ônibus de turismo (das 19h às 7h).

Para o mês de março, estão previstas discussões para a implementação de novas etapas da liberação de tráfego. Os caminhoneiros reivindicam, por exemplo, que a passagem de caminhões possa ocorrer também durante o dia.

“Importa destacar que, desde a concepção e construção da Ponte da Integração, o projeto foi pensado primordialmente para o transporte de cargas, com o objetivo de aliviar os gargalos logísticos atualmente existentes na Ponte da Amizade e em toda a região da tríplice fronteira, bem como agilizar o escoamento do transporte internacional de mercadorias”, descreve o texto do ofício.

“Nesse contexto, não se pode admitir que interesses pontuais ou locais acabem por desvirtuar a finalidade estratégica que orientou a concepção e a construção da referida infraestrutura”, pontuam as entidades.

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No documento, os signatários descrevem as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores do setor de cargas, devido à falta de estrutura, e ameaçam deflagrar uma paralisação.

“Diante desse cenário, caso seja autorizada a liberação de veículos leves ou não haja alteração no horário de funcionamento da Ponte da Integração, as entidades signatárias deflagrarão movimento de paralisação por tempo indeterminado, em defesa da dignidade e das condições de trabalho dos profissionais do transporte rodoviário de cargas”, cita o ofício.

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    Guilherme Wojciechowski

    Guilherme Wojciechowski é colaborador do H2FOZ desde 2021. Acompanha o noticiário da fronteira há duas décadas e cobre editorias como Paraguai, Argentina, Turismo, Esporte, Cultura e Segurança Pública.

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