Obra praticamente finalizada, a nova aduana brasileira na fronteira entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, Argentina, aguarda inspeção final para ser liberada para o trânsito, mas ainda não tem data para ser inaugurada.
Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), estão sendo finalizados os serviços de construção. O órgão também informou que a inspeção será agendada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e outros órgãos federais que vão ocupar as edificações.
Ainda conforme o DER, “correções podem ser solicitadas após a inspeção, sendo resolvidas com toda a celeridade”.
Recentemente, o DNIT publicou permissão de uso das instalações para a Receita Federal do Brasil, no Diário Oficial da União — Seção 3, n.º 101, da data de 1.º de junho de 2026. Com isso, o órgão já está apto a ocupar as edificações.
Leia também: Ponte Tancredo Neves: abaixo-assinado questiona fila na fronteira

Parecer de engenharia é necessário
De acordo com o protocolo, a equipe de engenharia da RF fará a análise da obra, e um parecer será encaminhado à superintendência do órgão. Esse procedimento é necessário para evitar problemas semelhantes aos que ocorreram com a aduana brasileira na cabeceira da Ponte da Integração.
A outra aduana, na fronteira com o Paraguai, foi recebida provisoriamente pela RF e inaugurada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 19 de dezembro. No entanto, durante vistoria na obra, engenheiros da RF identificaram uma série de inconformidades que não impediram o funcionamento da edificação, porém precisaram ser corrigidas.
Os problemas, registrados em um relatório de aproximadamente 300 páginas, incluíam falhas na tensão de disjuntores, que possivelmente ocasionaram a queda de energia registrada no dia da inauguração.

Situada na cabeceira da Ponte da Fraternidade, a aduana mudou a paisagem da fronteira entre Brasil e Argentina. A obra começou em 2022 e ganhou ritmo a partir de 2023, porém teve o cronograma atrasado, ficando pronta apenas depois da situada na fronteira com o Paraguai.
Com recursos da Itaipu Binacional, ela faz parte do complexo viário da Ponte da Integração, que engloba a aduana brasileira da Ponte da Integração e a Rodovia Perimetral Leste, que cruza a cidade ligando a fronteira do Paraguai à região de Três Lagoas.
A responsabilidade pela obra é do DNIT, e a fiscalização cabe ao DER.


