Senado confirme novo diretor-geral paraguaio de Itaipu. É o terceiro, neste ano

Em janeiro, o então diretor-geral paraguaio de Itaipu, Ernst Bergen, apresentou sua renúncia – depois de várias tentativas – como ultimato ao presidente Mario Abdo Benítez.

Criticado pela “excessiva austeridade”, Bergen era obrigado a revisar minuciosamente, com uma equipe de assistentes, todos os contratos e licitações, devido aos “esquemas” que havia na empresa, alguns ainda manobrados por seu antecessor, José Alberto Alderete, como informa o jornal Última Hora.

No lugar de Bergen, assumiu o embaixador Federico González, que havia apenas três meses tinha assumido o Ministério de Relações Exteriores, cargo para o qual tinha se preparado a vida toda. A imprensa caiu em cima da nomeação, acusando-o de ser “entreguista” nas negociações com o Brasil.

González ficou no cargo por dois meses. Em 23 de março, apresentou sua renúncia ao presidente. Seu nome teria que ser respaldado pelo Congresso, mas ele sabia que haveria muita oposição. Hernán Nuttemann, chefe do Gabinete Civil da Presidência, disse que a renúncia foi porque havia muitas opiniões divididas (sobre González) e que o momento exigia um candidato que gerasse maior unidade.

Para o lugar dele, foi o também embaixador Manuel María Cáceres Cardozo. Deu certo. Na quinta-feira, 22, a Câmara Alta confirmou-o no cargo.

Diplomata de carreira, Manuel María Cáceres Cardozo já representou o Paraguai ante os governos da Argentina, Brasil, Equador, México, Peru e Estados Unidos (último cargo que desempenhou antes de sua designação à diretoria geral de Itaipu.

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Claudio Dalla Benetta - H2FOZ

Cláudio Dalla Benetta é repórter do H2FOZ. e-mail: [email protected] Veja mais mais conteúdo do autor.

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