Turistas paraguaios enfrentam longas filas na Ponte da Amizade

Viajantes precisam fazer o registro migratório duas vezes – na saída do Paraguai e na entrada no território brasileiro.

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Turistas de nacionalidade paraguaia estão enfrentando longas filas para a travessia da Ponte Internacional da Amizade, entre Ciudad del Este e Foz do Iguaçu. A demora ocorre devido à necessidade de fazer o registro migratório, tanto na saída do Paraguai como na entrada no território brasileiro.

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De acordo com o jornal La Nación, as filas de ônibus de excursão, que transportam estudantes paraguaios para viagens de fim de ano ao litoral brasileiro, chegaram a três quilômetros em Ciudad del Este, na noite dessa quinta-feira (14), sendo solucionadas apenas durante a madrugada.

Para quem vai viajar rumo às praias de Santa Catarina, por exemplo, o procedimento obrigatório é preencher o formulário de saída do território paraguaio, nos guichês da Direção Nacional de Migrações na aduana de Ciudad del Este, e requisitar a entrada no Brasil no posto da Polícia Federal (PF), na aduana de Foz do Iguaçu.

Nota: para quem faz apenas o trânsito fronteiriço, para atividades como fazer compras na cidade vizinha, não é preciso passar pelos procedimentos migratórios.

No caso do Brasil, a PF criou um sistema de pré-cadastro migratório, no qual o viajante preenche previamente seus dados, como forma de diminuir o tempo de atendimento nos guichês. O Paraguai iniciou a implantação de um sistema similar nos últimos 15 dias, mas a adesão tem sido baixa até o momento.

Em entrevista à rádio Monumental AM, de Assunção, o diretor de Migrações do Paraguai, Jorge Kronawetter, pediu aos organizadores de excursões que preencham os dados dos passageiros nos formulários on-line de pré-registro, lamentando o ocorrido das últimas horas na fronteira.

“Houve uma espera demorada por uma coincidência nefasta para nós, muitos grupos chegando ao mesmo tempo, e com estudantes menores de idade, o que faz com que o trâmite seja muito mais minucioso e demore mais”, afirmou. “Trabalhamos com capacidade máxima, em todos os guichês, embora nossa estrutura seja limitada.”

Para os próximos dias, novas situações de demora estão previstas, uma vez que a segunda quinzena de dezembro é marcada pelo auge das excursões escolares no Paraguai. Da última semana de dezembro em diante, o predomínio passa a ser de famílias viajando em grupos ou com veículo próprio.

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