A usina de Itaipu abriu, nessa terça-feira (13), a calha central do vertedouro da barragem. Assim, a estrutura passou a verter, ao meio-dia, 11,3 milhões de litros de água por segundo, não utilizados para a produção de energia elétrica.
Na manhã desta quarta-feira (14), apenas a calha da direita (para quem vê o vertedouro de frente) permanece em funcionamento, com fluxo de cerca de oito milhões de litros.
De acordo com Itaipu, o vertedouro continuará aberto por tempo indeterminado, enquanto durar a cheia nos pontos localizados acima da hidrelétrica.
“Composto por três calhas […] o vertedouro de Itaipu já permaneceu aberto ininterruptamente por dez anos, durante o período de instalação das unidades geradoras da usina”, recorda a binacional.
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“Itaipu também contribui para o controle da vazão do rio Paraná, por meio da gestão do reservatório e da operação da usina. A atuação permite regular o escoamento da água, dentro dos limites operacionais, e contribui para a gestão das cheias a jusante [abaixo] da barragem”, complementa.
No trecho entre Itaipu e a foz do Rio Iguaçu, vários fatores influem para a cheia do Rio Paraná. Ademais da água liberada pela barragem, cheias no Rio Iguaçu produzem uma espécie de “efeito de maré”, segurando parte do fluxo do Paranazão.
Com isso, o Rio Paraná pode subir mais que o previsto na região trinacional, afetando áreas em Presidente Franco, Ciudad del Este, Hernandarias e Foz do Iguaçu.
Na margem brasileira, a cheia está alcançando estruturas como clubes de pesca. No Paraguai, mais de 400 famílias tiveram de deixar suas residências em locais como os arredores da Ponte da Amizade. A diretoria paraguaia de Itaipu presta apoio aos atingidos.

