“Já estamos trabalhando no prejuízo”, diz presidente do SindiFoz sobre aumento do combustível

Na fronteira, classe ainda enfrenta outras dificuldades, como as filas e a burocracia nos processos de importação e exportação.

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Na fronteira, classe ainda enfrenta outras dificuldades, como as filas e a burocracia nos processos de importação e exportação.

O anúncio da Petrobras sobre um novo reajuste nos combustíveis (de 14,25% no preço do diesel e 5,18% no da gasolina) teve repercussão em diversos setores, como o transporte rodoviário.

De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de Foz do Iguaçu (SindiFoz), Rodrigo Ghellere, a notícia pegou o grupo de surpresa. “Sabemos o que está acontecendo globalmente com a questão do petróleo, porém todos os dias temos uma novidade”, relata.

Segundo Ghellere, o setor já vem trabalhando no prejuízo em algumas situações, pois alguns contratos não podem ser alterados antes de seu término. “Isso já acendeu a luz vermelha para todas as transportadoras e autônomos também”, conta.

Ainda de acordo com ele, o diesel refletia, em média, 35% no valor do transporte geral, mas hoje já ultrapassa os 50%, assumindo a liderança nos custos. Além do preço, a classe enfrenta outros desafios na fronteira, como as longas filas para os processos de importação e exportação e a morosidade na liberação de cargas por parte de órgãos federais.

Vem greve aí?

A Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava) divulgou nota alertando para a possibilidade de greve da categoria e da paralisação do país.

“Estamos alertando a muito tempo das consequências dessa política de preços da Petrobras e caos econômico que ela está causando na sociedade. A verdade é que, de uma forma ou de outra, mantendo-se essa política cruel de preços da Petrobras, o país vai parar novamente. Se não for por greve, será pelo fato de se pagar para trabalhar. A greve, é o mais provável”, afirma o documento divulgado nesta sexta-feira (17).

Apesar da “provável greve” apontada pela Abrava, outras organizações representativas dos caminhoneiros negam que haja discussões sobre o assunto neste momento, mesmo com insatisfações diante das medidas adotadas pelo governo perante a alta dos combustíveis. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), por exemplo, informou não ter recebido nenhum indicativo de movimento até agora.

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