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Visac promove palestra e reforça ambiente de trabalho antirracista

Objetivo é conscientizar colaboradores a reconhecer, prevenir e combater atitudes racistas na empresa e na interação com passageiros do transporte público coletivo.

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Visac promove palestra e reforça ambiente de trabalho antirracista
Rodada de palestras para funcionários da empresa - foto: assessoria/divulgação


Operadora do transporte coletivo em Foz do Iguaçu, a Visac (Viação Santa Clara) promoveu palestra a funcionários, a fim de reforçar o ambiente de trabalho respeitoso e antirracista. A iniciativa foi realizada no último dia 25.

A equipe participou da rodada de palestras com o tema “Racismo estrutural e relações de trabalho: entenda para transformar”. O diálogo foi conduzido pelo psicólogo e professor da Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana) Marcos de Jesus.

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O objetivo foi conscientizar os colaboradores sobre a importância de reconhecer, prevenir e combater atitudes racistas no ambiente de trabalho e em relação aos passageiros que utilizam o serviço de ônibus no município. A empresa estima em 50 mil usuários por dia.

O docente destacou a relevância da iniciativa da Visac e que outros espaços corporativos também poderiam adotar a ideia. “Um ambiente racista pode reduzir a produtividade, aumentar os afastamentos, diminuir a cooperação, provocar perda de profissionais e elevar a rotatividade”, afirmou Marcos.

Racismo, além de crime, afeta a saúde mental das pessoas. Pode provocar estresse crônico, ansiedade, depressão e exaustão.

Trabalho e antirracismo

Para manter-se um ambiente saudável é necessário reconhecer e repreender situações de racismo, orientou o professor. E mobilizar para a reflexão sobre os impactos para as pessoas, os negócios e as empresas, bem como discutir atitudes e caminhos para uma prática antirracista no local de trabalho e no cotidiano.

O racismo, muitas vezes, manifesta-se de forma sutil, em recrutamentos, na distribuição de oportunidades, nas tarefas e nas relações interpessoais.

“Pode parecer bobagem, mas ninguém pega no cabelo de uma pessoa branca e faz comentários sobre ele, enquanto isso acontece com frequência em relação ao cabelo de pessoas negras”, exemplificou Marcos de Jesus.

Outro ponto destacado foi a desigualdade salarial entre pessoas negras e branca. Dados indicam que a renda de negros equivale a cerca de 58% a 70% da renda de brancos, com disparidades ainda maiores em cargos de liderança, nos quais profissionais da cor preta podem ganhar até 34% a menos.

(Com informações da assessoria)

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    Paulo Bogler

    Paulo Bogler é repórter do H2FOZ. Com enfoque em pautas comunitárias, atua na cobertura de temas relacionados à cidade, política, cidadania, desenvolvimento e cultura local. Tem interesse em promover histórias, vozes e o cotidiano da população. E-mail: bogler@h2foz.com.br.

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