As regiões Oeste e Noroeste do Paraná enfrentam estiagem e já registram seca fraca, segundo o Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas (ANA), divulgado nessa quinta-feira, 16. O levantamento, feito em parceria com o Simepar, indica que todo o estado apresenta algum nível de seca no mapa referente a março.
No Oeste, a falta de chuvas regulares ao longo dos últimos meses favoreceu o avanço do quadro. O verão, período historicamente mais chuvoso, teve precipitações mal distribuídas, o que comprometeu a reposição hídrica do solo e dos mananciais.
A situação se agravou em março. Das 47 estações meteorológicas monitoradas pelo Simepar, apenas oito atingiram a média histórica de chuva. Em cidades como Cascavel e Pato Branco, os volumes ficaram abaixo de 25 milímetros durante todo o mês.
Estiagem
De acordo com o meteorologista Reinaldo Kneib, a predominância de massas de ar seco e a ausência de umidade da Amazônia explicam o longo período com pouca ou nenhuma chuva, especialmente nas regiões Oeste e Sudoeste.
O déficit de precipitação já impacta diretamente a agricultura. Indicadores apontam redução no vigor das lavouras, com reflexos em culturas como a soja, em fase final, e o milho safrinha, em início de desenvolvimento.
No Noroeste, o cenário é ainda mais crítico, com maior persistência da seca e aumento expressivo do risco de incêndios. As condições elevam o estresse hídrico e podem comprometer o potencial produtivo das lavouras.
A tendência para abril é de continuidade da estiagem. A previsão indica chuvas abaixo da média na maior parte do estado, com episódios pontuais de precipitação, o que dificulta a recuperação do déficit acumulado.
Diante do cenário, a Defesa Civil acompanha a situação e já homologou decretos de emergência em municípios afetados. O monitoramento segue contínuo, enquanto autoridades reforçam o uso racional da água e medidas para mitigar os impactos da seca.
(Com informações da Agência Estadual de Notícias)


