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Itaipu obtém patente de dispositivo desenvolvido na barragem

Funcionários de Itaipu e do Parquetec desenharam o equipamento que faz a aferição do controle de fluxo de água na usina.

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Itaipu obtém patente de dispositivo desenvolvido na barragem
Equipamento facilita a rotina dos trabalhadores de Itaipu. Foto: William Brisida/Itaipu Binacional

Itaipu Binacional e Itaipu Parquetec obtiveram a patente de um dispositivo desenvolvido por técnicos da instituição, para uso no trabalho diário da usina do Rio Paraná.

De acordo com a binacional, trata-se de um novo modelo de dispositivo medidor de nível de líquido, que funciona para transferir medidas de um ponto a outro.

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“Se eu tenho um nível de água, que é o nosso caso, em uma altura X, essa invenção eleva o ponto de visualização daquele nível”, explica Diego Liska Dalri, técnico de obras no Laboratório de Concreto de Itaipu e um dos criadores do novo instrumento.

Conforme a assessoria, o dispositivo serve para monitorar a vazão dos pontos de infiltração programados na barragem. Em toda a usina, estão instalados cerca de cinco mil drenos, que servem para aliviar a pressão natural exercida pela água.

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Em Itaipu, o equipamento fica instalado nas canaletas por onde passa o fluxo de água dos grupos de drenos, próximo aos medidores de vazão.

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“Serve para o controle do fluxo de água. Se houver alguma alteração nos resultados daquele medidor, eu sei que naquela determinada parte da barragem vou precisar investigar aquele grupo de drenos para fins de manutenção”, exemplifica Dalri.

Segurança da barragem de Itaipu

Itaipu conta com esses dispositivos de medição desde a sua construção, mas o modelo atual representa um avanço em relação aos equipamentos anteriores.

“Nos instrumentos antigos, o técnico tem que praticamente se deitar no chão para conseguir fazer a leitura. Como alguns ficam em pontos críticos e de difícil acesso, tivemos a ideia de fazer um medidor vertical”, conta José Otávio Jesus, técnico de Edificações.

“Primeiro desenvolvemos alguns modelos em laboratório, com materiais simples, para testar se a ideia funcionava. Depois, em parceria com o Itaipu Parquetec, as coisas fluíram e saiu um protótipo mais elaborado”, detalha.

Os técnicos do Laboratório de Concreto explicam que, logo antes de partir para a criação do novo medidor, fizeram um levantamento da tecnologia disponível no mercado.

“Se houvesse algo na prateleira, seria só pegar e instalar. Como não encontramos, decidimos partir para o desenvolvimento do produto”, lembra Dalri.

Registro da invenção

Com o projeto finalizado, a equipe passou para o registro junto ao Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI).

De acordo com o trâmite, o processo levou cerca de três anos e meio para ser concluído. A carta patente do medidor saiu em 7 de abril, concedendo os direitos de criação do instrumento para Itaipu pelo período de 15 anos.

Constam como inventores junto ao INPI os empregados de Itaipu Augusto Endrigo Anderle, José Otávio Jesus, Leonardo Brandalize Medeiros, Diego Liska Dalri, César Alberto Barreto Melgarejo e Ricardo Elias Miranda Rojas.

Já pelo Itaipu Parquetec estão relacionados os funcionários Jorge Henrique Pazini Acordi, Bruno João Arenhardt, Luan Reginato, Kauane Scheles Rodrigues e Luis Antônio Sacapuca Aracayo.

(Com informações de Itaipu Binacional)

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    Guilherme Wojciechowski

    Guilherme Wojciechowski é colaborador do H2FOZ desde 2021. Acompanha o noticiário da fronteira há duas décadas e cobre editorias como Paraguai, Argentina, Turismo, Esporte, Cultura e Segurança Pública.

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