Endividado ou querendo fazer o dinheiro render mais? A educação financeira pode ajudar

A crise apertou: 90% das famílias têm dívidas. Veja as dicas do gerente de Relacionamento Rodrigo Silva.

Não é “bicho de sete cabeças”. A educação financeira pode oferecer um norte a quem está endividado e quer restabelecer a condição econômica saudável. E também reúne ferramentas para ajudar a fazer o dinheiro render mais, principalmente nestes tempos bicudos de crise.

O gasto que se pretende ter é necessário ou supérfluo? Vai ser possível pagá-lo? Essas são as primeiras perguntas que devem ser feitas antes de qualquer aquisição, explicou o gerente de Relacionamento com o cliente Rodrigo Silva. Ele participou do programa Marco Zero, do H2FOZ e da Rádio Clube FM.

Assista à entrevista:

O profissional abordou uma pesquisa que retrata aumento do endividamento das famílias no Paraná, que passou de 89,2% em fevereiro para 90,5% em março. É o pior índice para o mês desde 2010. O levantamento é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo com a Fecomércio Paraná.

“Educação financeira é como administrar os recursos que se tem, frente às despesas”, resumiu Rodrigo. “Muitas vezes, gastamos mais do que podemos ou achamos que merecemos gastar ou comprar algumas coisas. E isso sai do nosso controle”, alertou na entrevista ao Marco Zero.

“É gerir de forma sábia aquilo que você ganha”, complementou. “Há pessoas que ganham pouco e conseguem guardar. Outras, ganham muito e não conseguem fazer economia, sempre estão usando o limite ou cartão em excesso”, apontou. A pessoa pode gastar, mas deve diferenciar entre poder e dever. É preciso eleger prioridades”, disse.

Para auxiliar no controle das finanças, o profissional recomenda o uso de planilha ou caderno. Isso é para monitorar em que se está gastando, mapeando as despesas e identificando gastos supérfluos. Na entrevista, Rodrigo contou que aprendeu a ser regrado, aplicando hoje a seguinte fórmula em suas finanças:

– até 30% de comprometimento da renda com parcelamento: é uma regra para não se endividar;

– 45% dos rendimentos para a manutenção e sobrevivência: alimentação, água, luz, aluguel etc.; e

– 25% do que se ganha é para poupar.

Ele reforçou que as pessoas devem fugir das compras por impulso, adquirindo somente o que for necessário. É preciso, também, distinguir entre consumo e consumismo. Outra dica é fazer compras fora do período de festejos ou datas em que comumente se presenteia, pagar à vista e pedir desconto.
Se está endividado, o melhor caminho é o da negociação. “Cada dia de atraso representa pagamento de juros”, explicou Rodrigo Silva. “Procure a instituição em que há a pendência. Assim como você tem o interesse de pagar, o credor também quer receber. Será encontrada uma forma saudável financeiramente de saldar a pendência”, concluiu.

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Paulo Bogler - H2FOZ

Paulo Bogler é repórter do H2FOZ. e-mail: [email protected] Veja mais mais conteúdo do autor.

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