Pandemia afetou a vida sexual dos casados, aponta psicólogo de Foz

Covid-19 prejudica a a qualidade e frequência da vida sexual dos casais - Foto ilustrativa: Pixabay

Ansiedade e medo freiam a libido. Mas sexo entre solteiros não parou, aponta o especialista em sexualidade humana. 

À lista de tendências surgidas com a pandemia, como home office e isolamento, pode-se adicionar a redução na qualidade e frequência da vida sexual e na intimidade dos casais. O resultado imediato é a distância estabelecida entre os cônjuges. É o que afirma o professor e psicólogo Dr. Ocir Andreata, de Foz do Iguaçu, especialista em sexualidade humana.

Assista à entrevista:

O Marco Zero é um programa conjunto produzido pelo H2FOZ e Rádio Clube FM. Entrevista, opinião, enquete, entretenimento, esporte, cultura e agenda. Todo sábado, das 10h às 12h. Participe do grupo no Whatsapp para receber as novidades. Clique aqui.

O profissional participou do programa Marco Zero, produção semanal conjunta do H2FOZ e Rádio Clube FM. Na entrevista, ele também apresentou e detalhou o que está chamando de “revolução sexual”, fenômeno ligado principalmente à busca do sexo em um mundo cada vez mais virtual e individualizado.

O Marco Zero é um programa conjunto produzido pelo H2FOZ e Rádio Clube FM. Entrevista, opinião, enquete, entretenimento, esporte, cultura e agenda. Todo sábado, das 10h às 12h. Participe do grupo no Whatsapp para receber as novidades.  https://bit.ly/3ws5NT0

O psicólogo sustenta que a pandemia de covid-19 afeta tão drasticamente o sexo que, em casos graves, ocorre o fim do desejo. Segundo ele, esse fenômeno não é exclusividade brasileira, mas mundial, devido a fatores como a tensão e a tragicidade incutidas no modo de vida das pessoas pela atual emergência sanitária.

“Todas as pesquisas e escutas nos dão a evidência de que a sexualidade – a qualidade e a frequência de relações –, principalmente com casados, com relacionamentos fixos, caiu drasticamente”, enfatizou. “A maioria dos casais está com muita dificuldade de manter relações sexuais e com qualidade”, relatou.

De acordo com Ocir, a queixa geral – o dado que aparece em todas as pesquisas – é que “ninguém está conseguindo transar legal ou ter prazer”. Ele cita um estudo feito no início da pandemia, por um renomado instituto dos Estados Unidos, o qual demonstrou que a ansiedade é um dos grandes dilemas da sexualidade. E a situação piorou com o avanço no novo coronavírus em escala planetária.

“Aumentou a ansiedade, o medo e o pânico, o sexo fica freado”, ressaltou. A libido precisa de tranquilidade, bem-estar, alegria e segurança. E essas condições a gente não tem [neste período de pandemia]”, apontou Dr. Ocir, no Marco Zero.

Por outro lado, a realidade do sexo entre pessoas solteiras é diferente. “A facilidade de comunicação, os aplicativos cada vez mais usados para contatos, conversas e para marcar encontros vêm fazendo uma revolução”, explicou o especialista, mesmo com as restrições da pandemia.

“O que a gente escuta é que há muita transgressão” entre esse público, narrou. “Como não há um protocolo ou uma gestão pública que oriente, como outros países procuraram fazer, a gente tem bastante risco, pois o sexo não parou entre os solteiros”, ponderou Ocir Andreata.

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Paulo Bogler - H2FOZ

Paulo Bogler é jornalista e repórter do H2FOZ. e-mail: [email protected] Veja mais mais conteúdo do autor.

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