Biólogos, técnicos e guardas-florestais da usina de Itaipu comunicaram, nessa segunda-feira (15), o resgate de uma cobra que estava presa em uma rede de pesca.
De acordo com o relato, a fêmea, da espécie sucuri-verde (Eunectes murinus), tem 3,6 metros e foi vista em um afluente na margem paraguaia do lago de Itaipu. O avistamento ocorreu na região de Canindeyú, na porção norte do reservatório fronteiriço.
Popularmente chamada de mbói jagua no Paraguai, a sucuri-verde integra o grupo das cobras constritoras. Conforme os biólogos, tais espécies, não venenosas, utilizam a força do “abraço” para imobilizar e matar as presas.

O aviso de que havia uma cobra de grandes dimensões presa em uma rede de pesca, de acordo com Itaipu, partiu de pescadores que atuam no lago no Paraguai.
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A ação de resgate envolveu equipes da Divisão de Áreas Protegidas da usina, que utilizaram uma embarcação para chegar ao local informado.
Uma vez concluída a retirada, os pesquisadores decidiram transportar a cobra até o Centro de Investigação de Animais Silvestres de Itaipu, localizado em Hernandarias.

A transferência tem como objetivo avaliar o estado de saúde do animal, para posterior liberação no ambiente original.
A presença de predadores de grande porte, como cobras do tipo sucuri, costuma indicar o bom estado geral do bioma, capaz de sustentar cadeias alimentares complexas.
(Com informações de Itaipu Binacional)


