Censo na floresta. Pesquisadores iniciam contagem de onças na fronteira do Brasil e Argentina

Serão 250 estações de monitoramento para cobrir mais de 500 mil hectares de habitat do felino.

Apoie! Siga-nos no Google News

Serão 250 estações de monitoramento para cobrir mais de 500 mil hectares de habitat do felino.

Está em andamento o Censo de Onças-Pintadas 2022 para a contagem do número de exemplares do felino no corredor verde que fica na fronteira entre Brasil e Argentina. Os trabalhos começaram na semana passada.

LEIA TAMBÉM:
Família de três onças passeia pela mata do Parque Nacional do Iguaçu; assista
Quintal de casa. Onças do Iguaçu lança livro sobre a fauna do Parque Nacional do Iguaçu
Nova onça do Parque Nacional do Iguaçu recebe o nome de Sami
Paraguai “exporta” filhotes de onça para repovoar bioma na Argentina

O censo acontece a cada dois anos, realizado pelo Projeto Onças do Iguaçu, que atua no lado brasileiro do Parque Nacional do Iguaçu, e pelo Proyecto Yaguareté, na Argentina. Concluído, será o 12.º levantamento de grande escala.

O objetivo é “monitorar a população de onças-pintadas dessa região”, ação que é desenvolvida desde 2003, informou o Projeto Onças do Iguaçu. A presença e a conservação da espécie ajudam a manter as florestas e a biodiversidade.

O lema do trabalho de levantamento e monitoramento é: “Onde tem onça, tem vida.” A explicação é simples: “Como predador de topo de cadeia, a onça-pintada é um excelente indicador da qualidade do ambiente.”

No último censo, referente ao biênio 2020–2021, foram estimadas entre 76 e 106 onças-pintadas em toda a região em que está o corredor verde. De 20 a 28 indivíduos viveriam no Brasil, nas matas do Parque Nacional do Iguaçu.

“De 2005 a 2018, os resultados indicaram um aumento da população”, resgata o Onças do Iguaçu. Já “no último censo de 2020 não foi registrado crescimento”, complementa o projeto de conservação.

Como é o trabalho

Seguindo por terra, rio e ar, as equipes dos projetos Onças do Iguaçu e Yaguareté estão instalando as armadilhas fotográficas usadas no censo. Elas ficaram em campo por três meses para a coleta de dados.

Serão mais de 250 estações de monitoramento com armadilhas fotográficas na floresta, cobrindo mais de 500 mil hectares de hábitat de onças-pintadas nos dois países. As pessoas envolvidas na atividade irão percorrer milhares de quilômetros.

“A esperança é que o resultado desse novo censo nos ajude a compreender qual a situação atual da espécie na região”, frisa o Projeto Onças do Iguaçu. “Temos uma grande expectativa e muito orgulho desse trabalho conjunto entre dois países irmãos, que se unem para conservar uma mesma população de onças-pintadas”, completa.


LEIA TAMBÉM
1 comentário
  1. […] Censo na floresta. Pesquisadores iniciam contagem de onças na fronteira do Brasil e Argentina […]

Comentários estão fechados.