Conhecido como “pássaro fantasma”, por sua perfeita camuflagem em troncos de madeira, o urutau (Nyctibius griseus) é uma ave de difícil observação.
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No último fim de semana, porém, uma moradora da cidade argentina de Puerto Iguazú, na fronteira com Foz do Iguaçu, encontrou um urutau dentro de sua residência.
O exemplar, um filhote, atraiu a atenção da mulher, que entrou em contato com o Corpo de Bombeiros Voluntários de Puerto Iguazú para retirá-lo.
Entregue aos bombeiros, o urutau passou por uma verificação preliminar de seu estado de saúde, aparentemente bom. Nessa segunda-feira (12), biólogos do Refúgio Güirá Oga retiraram o animal para exames e para avaliar sua possível reintrodução na natureza.
A fama de “pássaro fantasma” não veio à toa, pois o urutau, que costuma ficar no alto de tocos de árvores, desenvolveu camuflagem que dificulta sua visualização.
Mesmo assim, o canto da ave, que lembra um lamento ou um som triste, ganhou fama ainda maior que sua aparência esquiva.
Para muitos moradores de zonas rurais, ouvir o canto do urutau à noite traz “mau agouro”, prenunciando alguma tragédia. O pássaro também costuma estar associado a espíritos noturnos que rondam aldeias indígenas, povoados e fazendas.
Mitos à parte, o urutau está relativamente bem representado na região trinacional de fronteira, com avistamentos no Brasil, no Paraguai e na Argentina.
Em Foz do Iguaçu, por exemplo, há pelo menos dois casais de urutaus em bosques urbanos do bairro Lancaster, além de outras regiões da cidade.
Já em locais como o Parque das Aves, o turista pode observar o urutau em um dos viveiros que emulam o ambiente característico da Mata Atlântica.

