Frente fria chega ao Paraná e traz até chuva, mas… passa longe de Foz do Iguaçu

H2FOZ – Cláudio Dalla Benetta

Nem adianta ficar na torcida. Teve uma frente fria, vinda do Rio Grande do Sul, que entrou no Paraná no início deste sábado, 3. Mas veio pelo Litoral e vai reduzir a temperatura só nas regiões mais próximas. Pode até chover na faixa onde a frente fria passa.

Aqui, a 700 km de distância do Litoral, o que nos aguarda, hoje, amanhã e na próxima semana inteirinha, são temperaturas ridiculamente altas, ainda mais para esta época.

As previsões mais conservadoras são de máxima de 33 graus, o que já seria de bom tamanho. Mas outras previsões elevam estas máximas para acima dos 40 graus. Um exagero!

Pra hoje, dois serviços – o Climatempo e o CPTEC/Inpe – preveem a ocorrência de pancadas de chuva localizadas, à tarde e à noite. As chuvas “poderão ser fortes e vir acompanhadas de trovoadas a partir da tarde”, segundo o CPTEC/Inpe.

Os outros três que consultamos – Simepar, Inmet e AccuWeather – não prognosticam uma gota d´água sequer, pelo menos até sexta ou sábado da semana que vem.

Calorzinho infernal

Vamos às temperaturas de domingo e do primeiro dia da semana, por serviço:

Simepar: no domingo, máxima de 33 graus e mínima de 19; idem pra segunda-feira. O restante da semana permanece nesses níveis, com exceção de quarta e sexta-feira, quando a máxima vai pra 37 graus.

Climatempo: mínima de 23 e máxima de 35 graus, no domingo; e 21 de mínima e 34 graus de máxima, na segunda-feira. Semana prossegue igual.

Inmet: mínima de 23 e máxima de 39 graus, no domingo; e, na segunda, mínima de 24 e máxima de 40 graus. E o resto da semana segue acima de 40 graus. Assustador!

AccuWeather: no domingo, 21 de mínima e 35 graus de máxima; na segunda-feira, 19 de mínima e 35 de máxima. Dias seguintes oscilam com máximas entre 37 e 38 graus. Pancadas de chuva no sábado, 10.

CPTEC/Inpe: mínima de 21 e máxima de 23, no domingo; e mínima de 22 e máxima de 34 graus na segunda-feira. Temperatura vai pra 40 graus nos dois dias seguintes. E chove na sexta-feira, 9.

Está bom para você? Bom mesmo está pra Copel, pra quem vende e fabrica sorvete, refrigerante, cerveja e também pra quem produz gelo. E pra quem produz ou vende aparelhos de ar condicionado e ventiladores.

Pro resto de nós, mortais, sobra apenas o sonho de um inverno ameno, com mínimas de 15 e máximas de 22 graus. Que tal?

Risco por todo lado

Quando está tudo seco, é muito fácil perder o controle de uma queimada num terreno baldio, por exemplo.

Mas tem outro lado triste desta onda de calor, que é exatamente o fato de que ela se soma à falta de chuvas e, por consequência, as baixas umidades relativas do ar.

Aqui em Foz, a umidade relativa do ar, de acordo com o Simepar, pode ficar entre 30% e mais de 70%, dependendo do horário (à tarde, é mais baixa). Esses 30% representem risco à saúde e ao meio ambiente, favorecendo incêndios.

Vale o alerta: não ponha fogo em lixo, em mato, em nenhum local aberto onde as chamas podem se propagar rapidamente e provocar incêndios de grande monta.

Só na sexta-feira, 2, havia 123 focos de queimadas no Paraná, espalhados por várias regiões. Em todo o Estado, ontem, as temperaturas máximas ficaram bem acima de 30 graus, enquanto a umidade do ar oscilou entre menos de 30% e 50%.

Este ano, de janeiro até sexta-feira, 2 de outubro, foram registradas queimadas no Paraná, segundo o projeto Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – Inpe. O número é 3% maior do que no mesmo período do ano passado.

Normalmente, o período mais intenso de queimadas vai de agosto a outubro, meses que concentram mais de 60% dos focos de incêndio no ano, segundo o Inpe. Mas a longa estiagem que o Estado enfrenta pode prolongar essa temporada, o que causa ainda mais preocupação dos órgãos ambientais.

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