Os casos de esporotricose zoonótica seguem em alta em Foz do Iguaçu, e as autoridades de saúde e bem-estar animal orientam a população e tutores sobre tratamento e prevenção à doença. Somente neste ano, já foram registrados 207 casos em animais e 25 em seres humanos no município.
A doença vem apresentando crescimento contínuo desde 2021. Naquele ano, foram contabilizados 110 casos em animais e oito em humanos. Em 2022, os números subiram para 224 em animais e 20 em pessoas. Em 2023, houve novo avanço, com 351 registros em animais e 177 em humanos. Já em 2024, foram 507 casos em animais e 128 em humanos. Em 2025, o município contabilizou 498 casos em animais e 174 em pessoas.
Esporotricose
Segundo a médica-veterinária Luciana Chiyo, do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), o aumento está relacionado principalmente à criação de animais soltos e à falta de tratamento adequado dos gatos doentes.
Nesse contexto, a guarda responsável é essencial para conter a disseminação da doença. A orientação é que os tutores mantenham os animais dentro dos imóveis, observem sinais suspeitos e busquem atendimento veterinário.
Entre as ações anunciadas pelo poder público, por meio da Diretoria de Bem-Estar Animal (Diba), estão o monitoramento para evitar abandono de animais e a ampliação da castração em regiões com maior incidência de casos.
O abandono de animais é crime e pode resultar em pena de até cinco anos de prisão, além de multa e proibição da guarda. A negligência no tratamento também pode ser enquadrada como maus-tratos.
Sobre a doença
A esporotricose zoonótica é causada pelo fungo Sporothrix brasiliensis. Nos gatos, os principais sinais são feridas na pele que não cicatrizam, além de espirros e secreções. A transmissão ocorre principalmente por arranhaduras e mordidas entre os animais.
Nos seres humanos, o contágio acontece pelo contato com lesões, arranhões ou mordidas de gatos infectados. Não há registro de transmissão entre pessoas.
Não existe vacina contra a doença. A principal forma de prevenção é impedir o acesso dos gatos à rua, com uso de telas e barreiras físicas nas residências.
O tratamento é feito com antifúngicos e pode durar meses, tanto em humanos quanto em animais. Conforme o CCZ, a doença tem cura nos gatos, desde que o tratamento seja seguido corretamente.
A prefeitura oferece atendimento e orientação por meio do CCZ, pelos telefones (45) 2105-8730 e (45) 99997-4448 (WhatsApp).
(Com informações da Agência Estadual de Notícias)


