Vacina, sexo, drogas e rock and roll

Aida Franco de Lima | OPINIÃO

Muita gente, mesmo sabendo das consequências, em algum dia na vida usou alguma droga, lícita ou ilícita, dispensou a camisinha e dançou freneticamente um rock ou ‘breganejo’. Quem fez isso é porque nasceu, cresceu e só conseguiu essas façanhas porque quando era criança, os pais ou responsáveis levaram para tomar vacina! 

Se hoje a sociedade brasileira está dividida entre os que querem  e os que não querem tomar vacina é porque no passado fomos imunizados contra uma série de doenças que nos permitiram estar vivos para tal discussão (insana).

Você costuma sentar com um clínico geral ou um médico especialista para decidir qual o melhor medicamento para ele te receitar? Algum dia, antes de ingerir bebida alcóolica ou outra droga (sim, bebida alcóolica ou cigarro são drogas lícitas) buscou saber seu grau de eficácia? Hoje, enquanto lê esse texto no computador ou celular, é capaz de dizer a procedência do equipamento? Se o fez, é exceção. 

Estamos diante de uma pandemia provocada pelo Covid-19 e pelas mentiras propagadas pelas redes sociais. Mentiras que geram insegurança, que fazem com que a população desacredite da gravidade da doença e faça pouco caso das vacinas que são a única alternativa para pensarmos em sair deste cenário de guerra. 

Muita gente comemorou porque a vacina CoronaVac que o Instituto Butantan,  reconhecido mundialmente, visitado até mesmo pelo gênio Einstein, não teria a eficácia ‘necessária’.  São 17 milhões de vacinados no mundo e não morreu ninguém por conta da reação adversa de nenhuma das marcas das vacinas usadas! Nos grupos testados assegurou-se que, se você tomar a ‘vaChina’ tem 50% de chances de NÃO ter covid-19. Mas se ainda assim tiver Covid, NÃO morrerá de Covid. Simples assim! A vacina faz com que o vírus NÃO seja mortal! Isso nos grupos testados, portanto, repetindo-se a tendência no restante da população.

Desenhando, para quem insiste em não entender. (Fonte: Divulgação)

Lembram das pessoa que perguntam: ‘ah, mas só morre de Covid?’. Alguém morria de Covid antes da pandemia? Pois a vacina é justamente para isso, para que as pessoas não morram mais da doença em casa ou nos hospitais.

Vacinar é questão de inteligência. É questão de saúde coletiva. É pensar no outro que não pode ser vacinado porque, por alguma causa, seu organismo não consegue aceitá-la . Ainda nem temos doses suficientes para o Planeta. Ainda não há vacina contra a estupidez, mas contra a Covid já há e estão disponíveis em mais de 51 países. O Brasil ainda está na fila. Cabe a você decidir qual fila irá ajudar a aumentar. A fila a favor da vida ou a favor da Covid. Com Rock ou marcha fúnebre.

 

Aida Franco de Lima – Professora universitária. Dr.ª e Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP), Jornalista e Especialista em Educação Patrimonial (UEPG – PR); Guia Especializada em Atrativos Turísticos Naturais (SENAC – EMBRATUR);Técnica em Vestuário (CEEP – PR); escritora (Série: Guardador de Palavras da Gabi).

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