Entre janeiro e agosto de 2026, o mercado interno do Paraguai consumiu 19% a mais de energia produzida pela usina de Itaipu, na comparação com 2025.
É o que indica um balanço publicado pela Administração Nacional de Eletricidade (ANDE), coproprietária da hidrelétrica e responsável pela distribuição de energia no país vizinho.
De acordo com os números, dos 51.144 gigawatts-hora (GWh) gerados por Itaipu em 2026, 19.276 abasteceram o Paraguai. Tal montante, conforme o jornal La Nación, representa acréscimo de 19% em relação ao período entre janeiro e agosto de 2025.
O Tratado de Itaipu estabelece que o Paraguai tem direito à metade da energia produzida pela hidrelétrica binacional. Entretanto, devido à menor dimensão de seu mercado, o país absorve menos que a cota à qual tem direito, vendendo o excedente ao Brasil.
Leia também:
Congresso do Paraguai propõe criação do Ministério da Energia
Para que se tenha uma ideia, se Itaipu pertencesse exclusivamente ao Paraguai, os 51.144 GWh gerados em 2026 poderiam abastecer o país por um ano e nove meses.
Ademais de Itaipu, o sistema elétrico paraguaio conta com outras duas grandes fontes de energia: as usinas de Yacyretá (binacional com a Argentina) e Acaray.
Itaipu fornece mais de 80% da energia consumida no Paraguai, com o restante da eletricidade procedente das demais hidrelétricas. Fontes como a energia solar, por exemplo, ainda têm pouco peso no país.

