Projetado para operar, em sua totalidade, a partir do ano de 2028, o Corredor Bioceânico terá fiscalização integrada de cargas entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.
De acordo com o governo do Paraguai, o país pretende integrar seus controles com os vizinhos Brasil e Argentina. A ação tem como objetivo reduzir burocracia, agilizar prazos e diminuir custos operacionais.
Em declarações reproduzidas pelo jornal La Nación, Oscar Orué, titular da Direção Nacional de Ingressos Tributários (DNIT), disse que o Paraguai utilizará GPS para monitorar, em tempo real, os deslocamentos dos caminhões por seu território.
“Já temos um acordo por escrito com a Receita Federal para fazer o controle integrado no lado brasileiro, como fazemos na fronteira com a Argentina”, afirmou.
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“Uma vez no Paraguai, faremos o monitoramento em tempo real pelo GPS, com uma espécie de cadeado. Se o veículo ficar parado mais de dez minutos, já sairá um alerta no nosso centro de controle”, detalhou.
De acordo com Orué, o Paraguai investiu US$ 11 milhões para a construção de uma central de monitoramento. O diretor acredita que o Corredor Bioceânico terá grande impacto na economia do país.
“Projetamos um impacto positivo muito grande, porque parte da produção do Brasil já não vai sair pelo Atlântico, mas pelo Pacífico. O corredor vai economizar custos e tempo”, observou.
A Ponte da Bioceânica, na fronteira entre Brasil e Paraguai, deverá ficar pronta ainda em 2026. Atualmente, a passarela está a apenas 21 metros da união entre as margens, conforme boletim atualizado pelo Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC).

