O modus operandi é sempre o mesmo. Golpistas com perfis no aplicativo de relacionamentos Grindr estabelecem contato com turistas que visitam a fronteira, ganham a confiança da vítima, marcam encontro no Paraguai e atacam.
A tática tem como objetivo assaltar estrangeiros que viajam a Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú. Em alguns casos, os criminosos mantêm os visitantes em cativeiro por mais de 24 horas, enquanto esvaziam contas bancárias e fazem gastos com cartões.
Os crimes são praticados no bairro San Rafael, em Ciudad del Este. Ribeirinho aos rios Paraná e Acaray, o bairro fica a poucos metros da Ponte da Amizade, em local tido como de alta periculosidade pelas autoridades do Paraguai.
O último caso ocorreu no final da manhã de segunda-feira (21). Conforme o jornal ABC Color, um brasileiro de 33 anos marcou encontro com um contato no San Rafael, em via pública, à luz do dia.
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Mesmo com as precauções adotadas pelo turista, procedente de Campinas (SP), quatro indivíduos atacaram o brasileiro, agredido na altura da cabeça. Ele conseguiu escapar, mas perdeu uma mochila com produtos adquiridos no Paraguai e avaliados em R$ 500.
“Achei estranho, porque a rua estava muito cheia, e eles, mesmo assim, agiram e não tiveram medo de nada”, relatou a vítima ao ABC Color.
Voltado a encontro entre pessoas do mesmo sexo, o aplicativo Grindr admite ter conhecimento do uso da plataforma para a prática de golpes no Paraguai.
O app, que afirma adotar mecanismos para combater a proliferação de perfis falsos, recomenda ações como fazer videochamadas para verificar a identidade do contato, marcar encontro em local público e enviar a localização a pessoas de confiança.

