Uma estudante da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) foi a primeira motorista a atravessar a fronteira, com carro de passeio, pela Ponte da Integração.
De acordo com a Direção Nacional de Migrações (DNM) do Paraguai, a travessia ocorreu às 11h20 de terça-feira (15), segundo dia de autorização.
A liberação para a passagem de automóveis pela Ponte da Integração começou na segunda (14). A circulação está permitida apenas das 7h às 13h, com uso obrigatório de um documento ainda pouco conhecido: o DTVF (clique aqui para saber mais).
Bethania Monserrat Álvarez López, de 21 anos, tem nacionalidade paraguaia, vive em Ciudad del Este e estuda em Foz do Iguaçu, no curso de Relações Internacionais.
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Em declarações ao jornal La Nación, ela demonstrou surpresa em saber que ninguém tinha “inaugurado” a nova modalidade na Ponte da Integração.
“Fiquei realmente surpresa. Eu sabia que desde ontem [14] estava permitido usar a ponte para veículos leves, mas não conseguia acreditar que fui a primeira em passar”, disse.
Por estudar no Brasil, Bethania Monserrat já tinha o Documento de Trânsito Vicinal Fronteiriço (DTVF), emitido pela Polícia Federal (PF). Conforme o La Nación, ela levou 25 minutos no caminho até a Ponte da Integração, tempo menor do que perderia na fila da Ponte da Amizade.
O que é o documento exigido na Ponte da Integração?
O DTVF é uma espécie de identidade exclusiva para moradores de Foz do Iguaçu e três cidades do Paraguai: Presidente Franco, Ciudad del Este e Hernandarias.
Moradores do Paraguai precisam requerer o documento na PF em Foz do Iguaçu, no posto migratório do Shopping Catuaí Palladium. Por outro lado, os brasileiros devem ir a Ciudad del Este pedir o documento no escritório da Direção Nacional de Migrações (DNM).
A emissão do DTVF custa cerca de R$ 205 para brasileiros e R$ 63,85 para paraguaios. Integrantes da Comissão Mista Brasil–Paraguai, que regula a abertura gradual da Ponte da Integração, estão analisando pedidos para redução do custo do documento.

