Está marcada para o próximo dia 12 a reunião da Comissão Mista Brasil-Paraguai que trata da operacionalização da Ponte da Integração. Na pauta, o impasse envolvendo a atual etapa de abertura da ponte que liga Foz do Iguaçu a Presidente Franco.
Na segunda (3) pela manhã, caminhoneiros brasileiros fizeram um protesto na cabeceira em Foz do Iguaçu. Os motoristas pedem autorização para cruzar a Ponte da Integração também durante o dia. A atual etapa, porém, não contempla essa possibilidade.
O mal-estar dos caminhoneiros brasileiros decorre do fato de que a nova etapa de abertura da ponte contempla apenas o trânsito diurno de caminhões de pequeno e médio portes, com placas do Paraguai, que integram o sistema de “despacho menor”.
Devido ao protesto de segunda-feira na Ponte da Integração, cerca de 40 caminhões paraguaios, autorizados a fazer a travessia, tiveram de voltar ao país vizinho.
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Em declarações reproduzidas pelo jornal ABC Color, o administrador da aduana paraguaia, Alcides Brizuela, explicou a situação.
“Decidimos, até a resolução desse inconveniente na Ponte da Integração, que os caminhõezinhos do ‘despacho menor’ voltem à Ponte da Amizade”, detalhou. “Uma vez que o governo brasileiro solucione essa situação, voltaremos ao esquema estabelecido.”
Acessos à Ponte da Integração
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Foz do Iguaçu (Sitro-FI), enquanto esperam pelo horário noturno, os motoristas de caminhões de grande porte sofrem com problemas de infraestrutura.
De acordo com os caminhoneiros, faltam questões básicas, como banheiros, água potável e segurança nos acessos à Ponte da Integração. Caso não haja solução na reunião do dia 12, os profissionais ameaçam retomar o protesto.
A abertura da nova ponte entre Brasil e Paraguai acontece por etapas devido às obras inacabadas nas duas cabeceiras. O maior atraso diz respeito ao Corredor Metropolitano del Este, anel viário em construção no lado paraguaio da fronteira.
Atualmente, os caminhões de grande porte podem passar pela Ponte da Integração somente entre as 20h30 e as 5h, vazios. Para os caminhões com carga, a rota obrigatória continua pela Ponte da Amizade.

