As autoridades do Paraguai estão à procura de um taxista apontado como o recrutador de 19 trabalhadores resgatados, nesta semana, em condições análogas à escravidão em uma plantação de mandioca no Noroeste do Paraná.
De acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), o caso ocorreu no município de Tapira. As vítimas, de nacionalidade paraguaia, viviam em um alojamento insalubre, sob forte controle dos empregadores.
Ademais das restrições de movimento, os trabalhadores procedentes do Paraguai tinham acesso limitado a ferramentas de comunicação como celulares. Todos acumulavam supostas dívidas referentes ao alojamento e alimentação, bem como do transporte até o local.
Uma vez descoberta a situação, os estrangeiros foram libertados e conduzidos a uma instituição de apoio. Uma empresa agrícola, sem relação direta com a ocorrência, ofereceu-se para auxiliar no processo de retorno ao Paraguai.
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Já identificados, os responsáveis pela exploração responderão no Judiciário do Brasil. Em paralelo, as autoridades do Paraguai abriram investigações para apurar a identidade do taxista que recrutava e transportava os trabalhadores até o município brasileiro.
O procedimento está sob responsabilidade do Departamento Antitráfico de Pessoas da Polícia Nacional, acionado por meio do Comando Tripartite. O Ministério Público do Paraguai também acompanha o procedimento.
Desde 2024, as autoridades brasileiras descobriram pelo menos três casos de trabalhadores paraguaios em situação análoga à escravidão no Noroeste do Paraná. Todos atuavam em plantações de mandioca.

