No domingo (5), por volta das 18h30, um grupo composto por seis ou sete homens armados invadiu o complexo Lai Lai Center. A galeria, uma das mais emblemáticas do comércio de importados no Paraguai, fica em plena área central de Ciudad del Este.
Para entrar, os bandidos renderam dois guardas que faziam a troca de turno. Em seguida, abordaram outros dois que custodiavam a área interna do complexo, que estava fechado no momento da ação.
Nessa segunda-feira (6), a Polícia Nacional do Paraguai confirmou que deteve, preventivamente, os quatro agentes de segurança. A corporação investiga, por exemplo, se houve cumplicidade ou apenas negligência por parte dos trabalhadores.

Durante as cerca de três horas nas quais permaneceram no complexo comercial, os ladrões conseguiram arrombar diversos estabelecimentos.
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De acordo com a polícia do Paraguai, os bandidos subtraíram US$ 32 mil e G$ 25 milhões (cerca de R$ 22 mil) do escritório administrativo da galeria Lai Lai Center.
Além disso, roubaram aproximadamente US$ 20 mil da empresa Más Cambios. Outras três casas de câmbio do Paraguai, que tiveram suas portas violentadas pelo grupo, não reportaram a perda de valores monetários.
Para evitar a disparada de alarmes, os encapuzados usaram um bloqueador de sinais, ademais de remover dispositivos de armazenamento de imagens de segurança. Mesmo assim, um dos sensores disparou, e os ladrões fugiram de forma precipitada.
Brasileiros, paraguaios e argentinos
A princípio, conforme os relatos dos guardas rendidos, o grupo estaria composto por homens que falavam em guarani, “espanhol com sotaque argentino” e português. Pelo menos dois dos indivíduos seriam brasileiros ou, pelo menos, fluentes em português.
O ousado ataque à galeria Lai Lai Center desatou uma série de críticas à Polícia Nacional do Paraguai, que anunciou, dias antes, reforço no patrulhamento da área próxima à Ponte da Amizade (clique aqui para saber mais).

