No ano em que completa três décadas, o Bosque Guarani permanece fechado para uso público. Na entrada, área que fica de frente para o terminal de ônibus e perto de comércios e hotéis, o espaço acumula lixo, e o mato cresce.
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Na gestão anterior, que suspendeu a utilização da unidade, ela foi elevada à condição de Parque Natural Municipal (PNM), em 2023. Apesar disso, o poder público não adotou medidas efetivas para retirá-lo do abandono.
Mas é o descaso que permanece: do ex-prefeito Chico Brasileiro (PSD) ao atual, Joaquim Silva e Luna (PL).

A reportagem questionou a prefeitura sobre a limpeza e manutenção do local. Ela ocorre periodicamente, de acordo com as disponibilidades de infraestrutura, soluções paliativas para manutenção e ações de limpeza do espaço. “No futuro, planeja-se que essas atividades sejam realizadas diariamente por equipe exclusiva do parque”, projetou.
Qual é a previsão para reabrir o Bosque Guarani para o uso público? O município elaborou anteprojeto, a partir do Plano de Manejo feito para a unidade, e com isso proceder à “contratação de empresa especializada para desenvolvimento e execução do projeto de requalificação” do Bosque Guarani.
Porém, a reabertura não tem data. “O processo, contudo, depende de liberação de recursos externos, devido ao valor, para adequação do espaço e abertura ao público com segurança”, expôs a prefeitura à reportagem.
Parque Municipal
Conforme o Decreto 31.350/2023, o status de Parque Natural Municipal do Bosque Guarani tem por finalidade preservar seus ecossistemas, promover pesquisas e desenvolver a educação ambiental e o turismo ecológico.
No começo de 2025, há cerca de um ano, o município fez consulta pública para definir o modelo de manejo do Bosque Guarani. A reportagem perguntou à prefeitura quais foram as diretrizes derivadas desse processo.
Foram estabelecidas diretrizes de manejo, do uso público e zoneamento interno do parque, em processo concluído no primeiro semestre do ano passado. De acordo com a gestão, o zoneamento interno dispõe de áreas de maior grau de proteção, as passíveis de intervenções moderadas — para visitação e práticas de esporte e interação — e as de menor restrição.

Nessas últimas, segundo a prefeitura, “será possível manter, reformar e adequar edificações e a infraestrutura necessária à visitação, segurança, educação ambiental, pesquisa e realização de pequenos eventos e exposições associados aos valores do PNM”.
O Plano de Manejo foi aprovado pelo Conselho Municipal do Meio Ambiente, todavia, relatou a municipalidade, está pendente de publicação desde então. Isso porque ocorre um procedimento de regularização fundiária, o qual está sendo concluído, o que não altera as diretrizes técnicas.
Oásis verde no centro de Foz
O Bosque Guarani foi criado em junho de 1996, uma porção de Mata Atlântica na região central de Foz do Igauçu, A diversidade ambiental está distribuída por 4,5 hectares de área.
Por sua localização, enquanto estava aberto, era visitado por turistas e moradores, gratuitamente, inclusive como local de descanso de trabalhadores comerciários nos intervalos de jornadas.
Morador tem voz
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Pra não falar da frente muito mal iluminada (poderiam começar a solução por aí, é coisa simples), reduto de andarilhos e consumidores de substâncias.
Passar alí à noite requer atenção redobrada.
Infelizmente o poder público fica inerte e brinca de administrar espaços públicos.Se a prefeitura se julga não preparada ou incapaz de gerenciar o Bosque Guarani, então que faça uma licitação para a que a iniciativa privada apresente um projeto e possa cuidar dessa área, com toda a estrutura necessária, portaria, banheiros públicos, vigilância, conservação, manutenção e todos os aparatos que o espaço necessite para o seu funcionamento.
Que bonito! ! Um parque no centro e a administracao não consegue nem manter limpo. Como se não houvesse 15 vereadores , não ganham um salário mínimo não, Ganham muito bem para exercer o cargo para o que foram eleitos, mas, quando pouca desgraça é bobagem, nosso repúdio para esses que sem competência tenta administrar essa currutela.
Cascavel, Toledo, Londrina, Maringá têm espaços verdes bem cuidados, sem usuários de entorpecentes e moradores de rua que ficam incomodando o povo. Em Foz a zorra é livre e nenhum prefeito que assume o gabinete “tem culhões” para resolver essa situação. Ridículo.