As Cataratas do Iguaçu atravessam fronteiras, idiomas e diferentes formas de compreender a paisagem. Jornalista em Foz do Iguaçu, Jackson Lima listou 33 denominações para as quedas de água mais famosas do mundo, conteúdo publicado na revista Escrita, revelando a diversidade de nomes atribuídos ao cenário majestoso.
O registro histórico está preservado no acervo do Museu da Imprensa de Foz do Iguaçu, para acesso público e gratuito, de modo on-line.
Entre os registros estão Cataratas del Iguazú, em espanhol; Cataratas do Iguazu, em galego; Iguassu Falls, em inglês; Chororo Yguazu, em guarani; Chutes d’Iguazú, em francês; Cascate dell’Iguazu, em italiano; Iguassu-Wasserfälle, em alemão; e Wodospad Iguazu, em polonês.
A relação também apresenta denominações em chinês, coreano, japonês, persa, árabe, russo, vietnamita, urdu, ucraniano, tailandês, tâmil, sueco, finlandês, esloveno, norueguês, lituano, hebraico, indonésio, holandês, basco, esperanto, galês e húngaro.
Acesse aqui as 33 formas de nomear as Cataratas do Iguaçu
O documento é acompanhado por comentários do autor, que chama atenção para a complexidade envolvendo os nomes das Cataratas e, especialmente, para a interpretação de termos de origem guarani.
Entre as denominações registradas está Chororo Yguazu, em guarani. O autor explica que “Chororo (Chololo) em guarani é conhecida dos brasileiros” e relaciona o termo à palavra “itororo”, presente em uma música. A explicação ressalta que Itororo e Chororo significam “Cachoeira”.
O texto, porém, faz uma ressalva sobre a interpretação de Iguazu. Segundo o autor, considerar o termo simplesmente como “Água Grande” seria uma simplificação. Ele argumenta que a própria forma de separar rio, águas e saltos pode refletir uma maneira europeia de interpretar a paisagem, e não necessariamente a forma como o guarani a compreenderia.
O comentário também menciona outras palavras relacionadas a “Chororo”, como Ytu-Saingo e Ytu.
Cataratas, cachoeiras, saltos e quedas
Fruto das pesquisas de Jackson Lima, o documento ainda chama atenção para a riqueza do vocabulário português empregado para descrever esse tipo de formação natural. Entre os termos citados estão “Cataratas, cachoeiras, saltos, quedas” e outras denominações.
Um dos destaques é catadupas, palavra que aparece no hino de Foz do Iguaçu. O documento reproduz o trecho: “Catadupas, surgi da Neblina!”.
O registro do escriba iguaçuense preserva uma reflexão sobre como diferentes línguas e culturas nomeiam e interpretam as Cataratas do Iguaçu, que atraem 2 milhões de visitantes a Foz do Iguaçu todos os anos.
Museu da Imprensa
Acervo digital de jornais, revistas e publicações impressas de Foz do Iguaçu, com acesso público e gratuito. Reúne documentos que testemunham a trajetória do município e de sua gente, em imbricação com as Três Fronteiras — Argentina, Brasil e Paraguai.
A coleção inicial reúne quase 20 mil páginas, cobrindo um período histórico de seis décadas, a partir de 1953. O conteúdo é resultado do esforço coletivo de resgate, preservação e valorização desse patrimônio. O projeto é uma iniciativa da Associação Guatá, com apoio da Itaipu Binacional.
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