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Paraguai como paraíso dos tapetes persas: Oriente Médio na fronteira

Tradição milenar encontrou no comércio de Ciudad del Este um porto seguro para os negócios internacionais, onde desenhos geométricos e florais eram exportados para o mundo.

3 min de leitura
Paraguai como paraíso dos tapetes persas: Oriente Médio na fronteira
Os produtos mais caros eram considerados investimento - foto: Jornal Ponte da Amizade/reprodução

O tesouro do Oriente Médio no Paraguai: Ciudad del Este se tornou o paraíso dos tapetes persas. Um resgate histórico da década de 1990 revela como a fronteira consolidou um mercado de luxo com peças milenares que chegavam a custar milhares de dólares por metro quadrado.

Na metade da década de 1990, o cenário comercial de Ciudad del Este, no Paraguai, transcendia os eletrônicos e perfumes, abrigando um sofisticado mercado de tapeçaria fina que atraía colecionadores e decoradores de todo o continente.

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Em reportagem da época, o jornal Ponte da Amizade detalhou que a região se tornou um dos principais pontos de comercialização de peças provenientes de mais de 30 países do Oriente Médio, incluindo Irã, Paquistão, Índia e Turquia. O conteúdo original pode ser acessado gratuitamente e de forma on-line no Museu da Imprensa de Foz do Iguaçu.

A reportagem mostra que o setor vivia um auge, oferecendo desde os rústicos kilins até os valiosos tapetes de seda Ereke. A qualidade e a variedade dessas peças, consideradas um investimento, eram o grande diferencial competitivo da fronteira.

Conforme destacou o veículo, o mercado local oferecia itens dificilmente encontrados em outros centros comerciais da América do Sul. “Aqui temos uma variedade e quantidade de tapetes vindos do Oriente Médio que não se encontra em nenhum lugar do Brasil”, afirmou o então gerente da Via Brasil, Hilton Alvarenga, em entrevista ao jornal.

Na época, os preços variavam de acessíveis US$ 17,50 por metro quadrado a impressionantes US$ 4 mil por metro quadrado para os exemplares de seda mais raros. A reportagem também ressaltava o valor técnico e cultural dessas obras de arte. Feitos à mão em teares, com lã, algodão ou seda, os tapetes persas eram considerados verdadeiros investimentos, com durabilidade capaz de atravessar gerações.

Paraguai dos tapetes persas

Especialistas ouvidos na época explicaram que, para uma peça ser considerada antiga, ela precisava ter passado por pelo menos três gerações, ou seja, possuir no mínimo 100 anos. Essa tradição, que remonta a períodos anteriores à era cristã, encontrou em Ciudad del Este um porto seguro para o comércio internacional, de onde desenhos geométricos e florais inspirados nas tribos nômades eram comercializados para diversos países.

Leia o conteúdo original na íntegra.

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Museu da Imprensa

Acervo digital de jornais, revistas e publicações impressas de Foz do Iguaçu, com acesso público e gratuito. Reúne documentos que testemunham a trajetória do município e de sua gente, em imbricação com as Três Fronteiras — Argentina, Brasil e Paraguai.

A coleção inicial reúne quase 20 mil páginas, cobrindo um período histórico de seis décadas, a partir de 1953. O conteúdo é resultado do esforço coletivo de resgate, preservação e valorização desse patrimônio. O projeto é uma iniciativa da Associação Guatá, com apoio da Itaipu Binacional.

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    Paulo Bogler

    Paulo Bogler

    Paulo Bogler é repórter do H2FOZ. Com enfoque em pautas comunitárias, atua na cobertura de temas relacionados à cidade, política, cidadania, desenvolvimento e cultura local. Tem interesse em promover histórias, vozes e o cotidiano da população. E-mail: bogler@h2foz.com.br.

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