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Saúde

45 casos em 2026

Dengue: Foz do Iguaçu vistoria 4,7 mil imóveis até dia 13

Levantamento identifica criadouros do Aedes aegypti; cidade está em alerta, mas não registra mortes desde 2024.

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Dengue: Foz do Iguaçu vistoria 4,7 mil imóveis até dia 13
Larvas coletadas nos imóveis vão para análise e ajudam a calcular o índice de infestação do município. Foto: PMFI/divulgação

Agentes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) iniciaram na terça-feira (3) o Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) anual. Até sexta-feira (13), as equipes vão vistoriar cerca de 4,7 mil imóveis de Foz do Iguaçu. O município não registra mortes por dengue desde 2024.

O LIRAa identifica e mapeia a presença de larvas do mosquito transmissor da dengue, da zika e da chikungunya. Além disso, o levantamento mede os níveis de infestação e aponta os principais tipos de depósitos que servem de criadouros. O último LIRAa, realizado em novembro de 2025, registrou Índice de Infestação Predial (IIP) de 3,36%. Ou seja, a cada cem imóveis vistoriados, cerca de três tinham focos com larvas do Aedes aegypti.

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Segundo o responsável pela Coordenação de Prevenção e Controle de Vetores, Renato Birkheur dos Santos, municípios que utilizam ovitrampas (armadilhas de oviposição), como Foz do Iguaçu, não precisam mais realizar o LIRAa a cada dois meses. Por isso, o levantamento passou a ser anual, conforme recomendação do Ministério da Saúde. “O resultado nos permite identificar quais são os depósitos predominantes e onde há mais focos do mosquito na cidade. Com essas informações, conseguimos traçar estratégias de combate”, explica.

De acordo com a classificação dos índices de infestação, resultados abaixo de 1% indicam risco menor. Entre 1% e 3,9%, a situação é considerada de alerta. Já índices acima de 3,9% representam risco elevado de surto ou epidemia. Dessa forma, o resultado de 2025 colocou Foz do Iguaçu na faixa de alerta.

Neste ano, o município contabilizou 45 casos confirmados de dengue. Ao todo, foram 4.339 casos notificados, dos quais 4.119 já foram descartados. Não há registro de mortes pela doença. Além disso, Foz do Iguaçu teve duas ocorrências de chikungunya em 2026.

Wolbachia avança por 28 bairros

Outro método complementar no combate à dengue é o Wolbachia. A segunda etapa começou em agosto e consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti que carregam a bactéria Wolbachia. Segundo a Fiocruz, a tecnologia é segura, natural e autossustentável.

A bactéria passa de um mosquito para outro por meio da reprodução. Quando liberados no ambiente, os chamados wolbitos cruzam com os mosquitos locais, e seus descendentes também passam a carregar a bactéria. Com isso, a tecnologia reduz progressivamente a capacidade dos mosquitos de transmitir essas doenças.

Em Foz do Iguaçu, a liberação ocorre em 28 bairros, ao longo de 26 semanas. Ao final, o método, que teve a primeira fase em 2024, vai contemplar 100% da área urbana do município. A iniciativa é conduzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Wolbito do Brasil. O projeto tem apoio do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná e da Itaipu Binacional.

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El Niño eleva risco e exige cuidados em casa

A previsão é de alta nos índices de infestação por causa do fenômeno El Niño. Isso porque ele traz chuvas mais frequentes combinadas com temperaturas elevadas. Nesse cenário, o risco de proliferação rápida do Aedes aegypti aumenta consideravelmente.

Por isso, a ajuda da comunidade é fundamental, e os cuidados devem fazer parte da rotina. A recomendação é vistoriar sempre o quintal e eliminar qualquer recipiente que possa acumular água parada. Também é importante manter caixas-d’água e reservatórios vedados e limpar calhas e ralos. Além disso, os moradores precisam permitir o acesso dos agentes de combate às endemias (ACEs) do CCZ às residências.

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    Vacy Álvaro

    Vacy Álvaro

    Vacy Alvaro é jornalista e coordenador do núcleo de Jornalismo de Dados/Infográficos do H2FOZ.

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