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Quem foi que disse?

O ano acabou ou foi a nossa cabeça que acelerou?

Novo episódio do Quem foi que disse? propõe uma reflexão bem-humorada sobre a sensação de que o tempo está passando rápido demais e sobre quanto das nossas escolhas é realmente nosso

3 min de leitura
O ano acabou ou foi a nossa cabeça que acelerou?
Setembro mal começou e já estamos falando em Natal, metas e fim de ano.

Será que a gente já se rendeu à pressão de setembro? Mal o mês começa e já há gente falando em encerramento do ano, retrospectiva, metas que não foram cumpridas e, claro, pensando até em tirar a decoração de Natal do armário.

A brincadeira parece inofensiva, mas carrega uma questão cada vez mais presente na vida cotidiana: por que temos a sensação de que o tempo está sempre acabando?

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É justamente a partir dessa pergunta que o Quem foi que disse? desta semana entra em cena. O episódio começa com um diálogo bem-humorado sobre a chegada de setembro e aquela sensação coletiva de que, de repente, o Natal está logo ali. Afinal, será que o ano realmente passou tão rápido assim?

Para descobrir o que as pessoas estão pensando neste início de setembro, o programa foi às ruas ouvir diferentes opiniões. Há quem já esteja fazendo as contas e entendendo que é hora de começar a “dar acabativa” às ações planejadas para 2026. Mas também há quem olhe para o calendário e pense: calma, ainda existem quatro meses pela frente e muita coisa pode acontecer.

A grande provocação do episódio é outra: será que estamos pensando por nós mesmos ou estamos simplesmente reproduzindo as pressões que vêm de fora?

As redes sociais atualizam o tempo todo, as mensagens chegam instantaneamente pelo WhatsApp, as informações se acumulam em poucos minutos e existe uma constante sensação de que precisamos acompanhar tudo, responder a tudo, produzir tudo e aproveitar tudo.

Ao mesmo tempo, existe uma pressão comercial que também participa dessa construção. Basta setembro chegar para que o mercado comece a anunciar o fim do ano, as compras de Natal, as confraternizações, as promoções e tudo aquilo que nos lembra de que “o tempo está acabando”.

E, quando incorporamos essa lógica, podemos começar a viver o presente com a sensação de atraso.

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É aí que a questão deixa de ser apenas sobre calendário e passa a ser também sobre saúde mental. A percepção de que estamos ficando para trás, de que não fizemos o suficiente ou de que deveríamos estar em outro lugar pode alimentar ansiedade, frustração e cobrança permanente.

Entretanto, existe uma outra possibilidade: olhar para o tempo que ainda temos sem transformá-lo em mais uma fonte de pressão.

Setembro não precisa ser somente o mês em que percebemos tudo aquilo que não conseguimos realizar. Pode ser também um momento de pausa para avaliar o que ainda faz sentido, o que pode ser retomado e, principalmente, o que realmente queremos fazer daqui até o final do ano.

Assista ao novo episódio

E aí fica a provocação do Quem foi que disse? desta semana: antes de correr porque disseram que o ano está acabando, que tal descobrir se essa pressa é realmente sua?

O Quem foi que disse? é uma realização do H2FOZ em parceria com o Instituto Polo Iguassu.

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    Isabela Collares

    Isabela Collares

    Isabela Collares é jornalista em Foz do Iguaçu e apresentadora do quadro "Quem foi que te disse?".

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