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Efeito El Niño: Foz alerta para risco de alta da dengue e chikungunya

Previsão de mais chuva e de temperaturas elevadas pode favorecer a proliferação do mosquito transmissor; município soma 3.605 notificações de dengue e 282 de chikungunya.

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Efeito El Niño: Foz alerta para risco de alta da dengue e chikungunya
Foz soma 3.605 notificações de casos suspeitos de dengue - foto ilustrativa: Marcos Labanca/H2FOZ arquivo


Efeito El Niño, Foz do Iguaçu alerta para risco de alta da dengue e chikungunya nos próximos meses. A Secretaria Municipal da Saúde (Smsa), por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), emitiu um alerta para a possibilidade de aumento de casos de arboviroses, como dengue e chikungunya, nos próximos meses.

O aviso considera a previsão de ocorrência do fenômeno El Niño, que pode provocar mudanças nas condições climáticas, incluindo aumento das chuvas e das temperaturas. Esse cenário pode favorecer a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika.

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Em Foz do Iguaçu, o último boletim da dengue do ano epidemiológico, divulgado no dia 25 de agosto, aponta 3.605 notificações de casos suspeitos de dengue. Desse total, 43 foram confirmados, e 3.383, descartados.

Em relação à febre chikungunya, foram registradas 282 notificações de casos suspeitos, com quatro confirmações. O município não contabiliza casos de zika vírus.

Apesar do cenário epidemiológico considerado controlado atualmente, a Secretaria Municipal da Saúde reforça a necessidade de manter e intensificar as medidas de prevenção para evitar o surgimento de novas epidemias.

A coordenadora técnica da Vigilância Ambiental, Renata Defante Lopes, destaca que o monitoramento dos territórios é fundamental para antecipar situações de risco.

“Mais do que acompanhar os números, precisamos entender onde o risco está concentrado. O mapa de calor é uma ferramenta que nos ajuda justamente nisso: identificar os territórios que demandam maior atenção e direcionar nossas equipes e estratégias de prevenção de forma mais rápida e eficiente. A dengue exige uma vigilância contínua, mesmo quando o cenário epidemiológico é favorável”, afirma.

Prevenção e moradores

Além das ações do poder público, como vistorias, orientações, mapeamentos e uso de tecnologias para monitoramento, a participação da população é considerada essencial para reduzir os criadouros do mosquito.

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Entre as principais medidas recomendadas aos moradores estão:

  • manter quintais limpos e livres de recipientes que possam acumular água;
  • manter caixas-d’água e outros reservatórios devidamente tampados;
  • limpar periodicamente ralos, calhas, canaletas e outros sistemas de escoamento;
  • manter piscinas e cisternas limpas;
  • evitar o acúmulo de lixo;permitir o acesso das equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) para a realização de vistorias.

A população também pode auxiliar na fiscalização. Denúncias, informações e suspeitas de irregularidades podem ser encaminhadas pelo aplicativo eOuve ou pelos telefones 156 e (45) 2105-8730.

Sintomas

A Secretaria Municipal da Saúde orienta que as pessoas procurem atendimento diante de sintomas compatíveis com os de arboviroses, cita a prefeitura. Entre os principais sinais estão:

  • febre alta de início súbito;
  • dor de cabeça, no corpo e nas articulações;
  • manchas vermelhas pelo corpo;
  • dor atrás dos olhos (retro-orbital);
  • falta de apetite, náuseas, vômitos e diarreia, que também podem ocorrer.

A orientação é manter os cuidados preventivos mesmo diante do atual cenário controlado, especialmente com a possibilidade de mudanças climáticas que podem favorecer a proliferação do mosquito.

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    Paulo Bogler

    Paulo Bogler

    Paulo Bogler é repórter do H2FOZ. Com enfoque em pautas comunitárias, atua na cobertura de temas relacionados à cidade, política, cidadania, desenvolvimento e cultura local. Tem interesse em promover histórias, vozes e o cotidiano da população. E-mail: bogler@h2foz.com.br.

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