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O que há por trás de se deixar por último?

O novo episódio do Quem Foi Que Disse fala sobre a dificuldade de pedir ajuda e os impactos emocionais de carregar tudo sozinho.

2 min de leitura
O que há por trás de se deixar por último?
Tem gente que cuida de tudo, resolve tudo, suporta tudo. Foto: Divulgação.

O Quem foi que disse? desta semana traz à tona um comportamento bastante comum na vida de muitas pessoas: aceitar inúmeras demandas, colocar as exigências profissionais e familiares sempre em primeiro plano e deixar as próprias necessidades para depois. O cuidado consigo mesmo, o checape médico, a academia, o descanso e até pequenos momentos de prazer acabam ficando em último lugar na lista de prioridades.

Mas o mais interessante talvez não seja condenar-se por agir assim ou cobrar-se ainda mais. A questão principal é entender: por que fazemos isso?

No episódio desta semana, o tema aparece de forma leve e divertida por meio da personagem Marlene. Ela resolve tudo para todos: atende às demandas do chefe, assume responsabilidades da família, vive com a agenda lotada e até se orgulha de dizer que não tem tempo para si mesma.

E existe até uma certa vaidade escondida nesse discurso socialmente valorizado da pessoa “ocupada demais”. Afinal, muitas vezes, parece admirável alguém que vive sacrificando-se pelos outros. Mas, quando olhamos com mais profundidade, percebemos que esse excesso de ocupações também pode funcionar como uma forma de fuga.

Porque, quando saímos do automático de apenas fazer coisas para os outros e começamos a olhar para nós mesmos, inevitavelmente passamos a nos escutar mais. E ouvir-se nem sempre é confortável. Enxergar-se exige contato com emoções, inseguranças, limites e necessidades que, muitas vezes, preferimos evitar no ritmo acelerado do cotidiano.
Todo crescimento verdadeiro exige esse olhar para si. E isso não tem relação com egoísmo. Pelo contrário: pode ser o início de uma relação mais saudável e afetuosa consigo mesmo.

O autoafeto não é vaidade nem excesso de individualismo. É compreender que cuidar de si também é uma necessidade humana básica.

Por vezes, esse movimento começa de forma simples: reservar um tempo para descansar sem culpa, cuidar da saúde, dizer “não” quando necessário ou simplesmente permitir-se existir para além das demandas e obrigações.

Porque quem cuida de todo mundo, porém nunca cuida de si, aos poucos pode acabar abandonando-se sem perceber.

No vídeo, essa dinâmica fica ainda mais clara. Espero que curta!

O Quem foi que disse? é uma realização do portal H2FOZ com o apoio do Instituto Polo Iguassu.

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