Você já parou para pensar na relação das pessoas com os patrimônios de uma cidade? Qual é a importância de um monumento histórico para contar a história de uma comunidade, de uma sociedade? E quanto essas construções podem ajudar-nos a preservar referências concretas sobre acontecimentos que, com o passar dos anos, acabam sendo contados e recontados de diferentes maneiras?
A história também pode funcionar como um grande telefone sem fio. Ao longo das décadas, acontecimentos, personagens e fatos podem ganhar novas interpretações conforme são transmitidos por comunicadores, políticos, moradores e diferentes gerações. Nesse contexto, os patrimônios históricos têm um papel importante: são referências materiais que permanecem no território e ajudam a preservar vestígios, símbolos e evidências de uma determinada época, contribuindo para que a memória coletiva não dependa apenas daquilo que foi contado ou lembrado.
É justamente a partir dessa reflexão que o Quem foi que disse? desta semana, de forma leve e bem-humorada, coloca em discussão a importância do patrimônio e da memória para uma cidade.
Na história, duas pessoas conversam sobre a revitalização da Torre do Relógio de Foz do Iguaçu. De um lado, alguém que não vê muito sentido em gastar energia com um monumento construído no início da década de 1980. Afinal, diante de tantos problemas e desafios do presente, por que se preocupar com uma construção antiga? Do outro, alguém disposto a provocar uma mudança de perspectiva e mostrar que talvez aquele “velho relógio” represente muito mais do que aparenta.
Aos poucos, a ficha vai caindo. Preservar um patrimônio não significa simplesmente conservar paredes, telhas, madeira ou um relógio. Significa também preservar referências da história, fortalecer a memória coletiva e manter vivos elementos que ajudam uma comunidade a reconhecer sua própria trajetória. É nesse processo que surge também o sentimento de pertencimento: quando reconhecemos valor nos lugares, histórias e símbolos que fazem parte da cidade, passamos a reconhecer-nos como parte dela.
Esta edição do programa tem ainda um caráter especial, porque antecede o dia 20 de agosto de 2026, quando será dado o start à campanha Amigos do Franz Kohlenberger, iniciativa voltada à revitalização da Torre do Relógio.
Franz Kohlenberger, austríaco de importância singular para a história da região trinacional, foi o primeiro gerente do Hotel das Cataratas, participou da criação de diferentes passeios e experiências no Parque Nacional do Iguaçu e esteve ligado à idealização da Torre do Relógio, hoje localizada no Polo Discernimentum.
A revitalização desse monumento é justamente uma forma de transformar memória em ação. O projeto reúne empresários, voluntários da Conscienciologia, amigos, familiares e diferentes pessoas que acreditam que preservar um patrimônio é também cuidar da história que ele representa.
Então, no fim das contas, talvez a pergunta não seja apenas: é só um relógio? A pergunta é: o que uma cidade perde quando deixa de reconhecer e preservar aquilo que conta a sua própria história?
Assista ao novo episódio:
O Quem foi que disse? é uma realização do H2FOZ em parceria com o Instituto Polo Iguassu.

