No clima do carnaval, período tradicionalmente marcado por celebrações, encontros e feriados prolongados, o quadro Quem Foi Que Disse traz nesta semana um debate reflexivo sobre o tema “folia com liberdade”. A proposta é convidar o público a pensar sobre autonomia e o verdadeiro significado das escolhas individuais durante uma das épocas mais aguardadas do ano.
Assista ao novo episódio:
A origem do carnaval, cujo nome remete historicamente à ideia de despedida dos prazeres da carne antes de períodos de recolhimento em tradições religiosas, carrega diferentes interpretações culturais ao longo do tempo. Independentemente de sua conotação histórica, o período se tornou símbolo de celebração coletiva, descanso ou intensa atividade social — experiências vividas de formas diversas por cada pessoa.
Entretanto, a edição desta semana propõe uma reflexão: até que ponto as escolhas feitas durante feriados prolongados refletem desejos genuínos e não apenas a influência do comportamento coletivo? Em datas marcadas por forte expectativa social, é comum que indivíduos se sintam pressionados a aderir a determinados padrões de diversão, lazer ou descanso, deixando em segundo plano aquilo que realmente desejam.
O quadro destaca que todas as escolhas são legítimas — seja participar da festa, viajar, descansar ou buscar momentos de introspecção. No entanto, reforça que essas decisões se tornam mais significativas quando fundamentadas na própria vontade, e não na necessidade de corresponder ao que “todos estão fazendo”.
O debate também aborda o conceito de liberdade, entendido não somente como a possibilidade de agir, mas como a capacidade consciente de escolher. Nesse contexto, o quadro propõe reflexões sobre o hedonismo — filosofia que associa o prazer ao bem-estar — e a importância de equilibrar experiências prazerosas com senso crítico, lucidez e responsabilidade pessoal.
Mais do que discutir comportamentos, o Quem Foi Que Disse busca provocar um olhar mais atento sobre a escuta de si mesmo: perceber os próprios limites, respeitar o corpo, reconhecer desejos autênticos e agir com coerência.
A proposta desta edição é, portanto, ampliar a compreensão sobre o carnaval como um espaço de expressão individual e coletiva, lembrando que a verdadeira liberdade está na autonomia das escolhas e na consciência com que elas são feitas.
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