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Polícia Federal desarticula grupo criminoso de caça com atuação no Brasil e na Argentina

Operação resultou na prisão de uma pessoa e apreensão de armas, munições e celulares; grupo caçava no Parque Nacional do Iguaçu

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Polícia Federal desarticula grupo criminoso de caça com atuação no Brasil e na Argentina
Estrutura utilizada por caçadores e pescadores Foto ilustrativa: Gentileza/Parque Nacional Iguazú

Uma operação da Polícia Federal (PF) para desarticular uma associação criminosa transnacional, investigada pela prática de crimes ambientais na região de fronteira entre Brasil e Argentina, resultou na prisão de uma pessoa e na apreensão de três armas de fogo, munições e celulares na manhã desta quinta-feira, 6.

Durante a operação, denominada Duas Margens, foram cumpridos cinco mandados de busca nas cidades de Chapecó e Guatambu, em Santa Catarina. A pessoa presa foi flagrada portando ilegalmente arma de fogo. 

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A PF iniciou as investigações em setembro de 2025, após a prisão em flagrante de argentinos que praticavam pesca predatória em área protegida do Parque Nacional do Iguaçu, na margem brasileira. Para isso, usavam embarcações clandestinas e equipamentos proibidos durante à noite.

Grupo criminoso de brasileiros e argentinos

De acordo com a PF, as diligências revelaram a existência de um grupo criminoso integrado por brasileiros e argentinos, suspeito de promover, de forma habitual e organizada, a caça ilegal de animais silvestres e a captura de espécies ameaçadas de extinção em áreas de preservação ambiental localizadas nos dois lados da fronteira.

Leia também: Caça avança para as bordas do Parque Nacional do Iguaçu, aponta monitoramento

Ainda conforme as investigações, os membros do grupo utilizavam armas de fogo sem registro, mantinham acampamentos clandestinos no interior da mata e contavam com uma rede de apoio formada por olheiros e informantes para monitorar a movimentação das forças de fiscalização e segurança.

O grupo também utilizava o Rio Iguaçu para atravessar a fronteira e acessar o interior do parque no lado brasileiro, dificultando a fiscalização.

(Com informações da assessoria de comunicação da PF)

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    Denise Paro

    Denise Paro

    Denise Paro é jornalista pela UEL e doutoranda em Ciências Políticas e Relações Internacionais. Atua há mais de duas décadas nas Três Fronteiras e tem experiência em reportagens especias. E-mail: deniseparo@h2foz.com.br

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