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Segurança Pública

Investigação

Rapaz de 18 anos é preso por suspeita de assassinar menina no Portal da Foz

Policiais civis identificaram o suspeito após cruzamento de informações, imagens e depoimentos.

5 min de leitura
Rapaz de 18 anos é preso por suspeita de assassinar menina no Portal da Foz
Crime ocorreu no domingo. Foto: Polícia Civil/arquivo

Policiais civis prenderam, por volta das 8h desta quarta-feira, um rapaz de 18 anos que confessou ter assassinado uma menina de 14 anos, no bairro Portal da Foz, em Foz do Iguaçu.

O corpo da vítima foi encontrado por um morador na tarde de domingo, 14, em um terreno baldio, aos fundos de uma borracharia situada na Rua Sérgio Gasparetto. Populares disseram ter ouvido gritos de socorro na madrugada de domingo.

A prisão preventiva foi cumprida após mandado expedido pelo plantão judiciário da comarca de Foz do Iguaçu. A adolescente era estudante e faria 15 anos no dia 9 de julho.

Titular da Delegacia de Homicídios, o delegado Marcelo Pereira explicou que os investigadores chegaram até o rapaz após realizarem diligências, analisarem imagens de câmeras de monitoramento nas proximidades onde o corpo foi encontrado e ouvirem os familiares da vítima.

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“Foi possível perceber que ela chegou ao local acompanhada por um indivíduo, posteriormente identificado e reconhecido pelos familiares da vítima como sendo amigo próximo da vítima”, relatou Pereira.

A polícia prendeu o rapaz logo após ele chegar do trabalho. Na residência dele, os policiais encontraram o celular da vítima e o par de chinelos que ela usava.

Segundo o delegado, na ocasião, populares que moram na região tentaram agredi-lo promovendo um julgamento privado. Na sequência, o rapaz foi conduzido para a Delegacia de Homicídios e interrogado.

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Motivação estaria ligada a desconfiança

De acordo com a polícia, além de confessar o crime, o jovem falou sobre detalhes da execução. Ele revelou ter agredido a menina pelo menos quatro vezes com tijolos na região da nuca e lateral da cabeça. Um dos tijolos encontrados, conforme a polícia, tinha marcas de sangue.

O homem ainda disse ter agido sozinho e informou que a motivação do crime estaria ligada a uma desconfiança de que a garota estaria “armando uma casinha” (emboscada) para ele. O rapaz foi ameaçado por um homem e como a vítima era amiga do indivíduo que fez a ameaça, o autor suspeitou dela.

O rapaz ainda afirmou não ter premeditado o crime e teria convencido a menina a acompanhá-lo para buscar entorpecente que ele mesmo teria guardado no local.

Ainda segundo a polícia, o suspeito contou que após matar a vítima permaneceu de 30 a 40 minutos na cena do homicídio e saiu sozinho.

O preso negou a prática e abuso sexual, alegando ter deixado a menina vestida, embora ela tivesse sido encontrada seminua. Depois de ser ouvido, ele foi levado à Cadeia Pública Laudemir Neves.

Após receber o mandado de prisão, a polícia realizou uma nova etapa de diligências e conseguiu localizar as roupas que o suspeito usou no dia do crime, as quais estavam sujas de sangue. A corporação ainda informou que ele estava com uma lesão no nariz, provavelmente provocada pela vítima ao tentar defender-se.

Conforme o delegado, a polícia tem dez dias para concluir o inquérito, e as diligências continuarão a fim de obter-se mais informações. Será refeito o itinerário da vítima e autor antes do assassinato. A polícia também irá requisitar outras imagens de câmeras de segurança das imediações para afastar a possibilidade da participação de terceiros ou qualquer prática de violência contra a vítima depois de o autor do homicídio ter deixado o local.

Apenas com o andamento das investigações será possível caracterizar o crime como homicídio ou feminicídio, segundo a polícia.

Crime gera comoção

O crime gerou comoção em Foz do Iguaçu. A Câmara Municipal, por meio da Procuradoria da Mulher, emitiu nota manifestando profundo pesar pelo falecimento da adolescente e expressando solidariedade aos familiares, amigos, colegas e comunidade escolar. 

Conforme a nota, “a morte de uma adolescente causa profunda indignação e reforça a necessidade permanente de fortalecimento das políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência, bem como das ações voltadas à proteção integral de meninas, adolescentes e mulheres. Trata-se de um compromisso que exige a atuação conjunta do poder público e de toda a sociedade”.

O Observatório de Gênero e Diversidade da Unila também emitiu nota de pesar pelo crime brutal. “Diante de mais um caso de violência contra meninas e mulheres, reafirmamos que não podemos naturalizar o feminicídio nem permitir que essas vidas sejam reduzidas a estatísticas”, diz a mensagem.

(Com informações da assessoria de comunicação da PCPR)

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