Representantes de Puerto Iguazú participaram, na última quarta-feira (16), de uma audiência pública em Buenos Aires, promovida pelo Senado da Argentina.
O evento, convocado pelo senador Martín Goerling, teve como pauta discutir soluções para o problema das filas na fronteira com Foz do Iguaçu. Atualmente, a demora na fiscalização na aduana argentina da Ponte Tancredo Neves pode chegar a quatro horas.
Por parte do governo federal argentino, participaram representantes dos ministérios ligados ao controle migratório e tributário na fronteira.
De Puerto Iguazú, estiveram presentes emissários das principais entidades empresariais ligadas ao turismo e ao comércio na cidade argentina.
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“Conseguimos reunir os funcionários que decidem sobre a fronteira, da Secretaria do Interior, Segurança, Migrações e Aduanas, ademais de todos os interessados de Iguazú”, celebrou o senador Goerling.
Os empresários expuseram as perdas à economia local geradas pela demora na passagem pela aduana argentina da Ponte Tancredo Neves.
“O turista ou as pessoas da cidade passam até quatro horas em uma fila para trâmites migratórios e aduaneiros que não têm cabimento”, lamentou Néstor Gustavo Mandel, empresário hoteleiro.
Já o presidente da Câmara de Comércio da cidade argentina, Rodrigo Blanco, sublinhou que as filas fazem com que muitas pessoas desistam de atravessar a fronteira. “Precisamos receber mais turistas para gerar trabalho e desenvolvimento”, reforçou.
Entrada demorada na Argentina
Patricia Durán Vaca, presidente do Iguazú Convention Bureau, alertou para uma contradição. “O passageiro leva uma hora e meia para vir de São Paulo a Foz de avião, mas fica de duas a quatro horas na fila da ponte”, indicou.
Como resultado da audiência, ficou definido que uma comitiva do governo federal da Argentina virá à fronteira, no prazo de 30 dias, para avaliar soluções. A corrida é contra o tempo, para evitar que as filas prejudiquem a temporada turística de verão.

