Uma história de amor e transformação atravessa gerações e faz parte do imaginário ligado à criação das Cataratas do Iguaçu. A lenda de Naipi e Tarobá conta como o amor de uma jovem indígena por um guerreiro provocou a ira de M’Boi, o “deus serpente”, e deu origem às quedas-d’água que hoje encantam visitantes de todo o mundo.
A lenda de Naipi e Tarobá ganha vida pela arte no encontro de três países, sendo um dos destaques da experiência cultural que o Marco das Três Fronteiras oferece a seus visitantes diariamente. Os espetáculos acontecem a partir do pôr do sol e também incluem as expressões dos países da região fronteiriça, do samba do Brasil à dança da garrafa, do Paraguai, e às boleadeiras da Argentina.
É preciso voltar à lenda. Naipi, uma indígena caingangue de rara beleza, havia sido prometida a M’Boi. Tarobá, porém, apaixonou-se pela jovem. Na noite da cerimônia de casamento, os dois decidiram fugir de canoa pelo Rio Iguaçu.
Ao descobrir a fuga, M’Boi ficou furioso. Como castigo, teria rasgado a terra e provocado o desmoronamento do caminho por onde os amantes escapavam, criando um enorme abismo e as profundas quedas do Iguaçu.
Lenda de Naipi e Tarobá
A punição não terminou ali. Tarobá teria sido transformado em uma árvore à beira do abismo, enquanto Naipi foi transformada em rochas nas profundezas das cataratas, condenada a ser eternamente banhada pelas águas.
A narrativa, transmitida pela tradição oral, ganhou diferentes versões ao longo do tempo e passou a integrar o repertório cultural associado às Cataratas do Iguaçu. No Marco das Três Fronteiras, a história é apresentada por meio da dança, aproximando lenda, cultura e turismo, encenada pelo elenco da DY Produções Artísticas, parceira do atrativo.

Natureza e cultura
A experiência no Marco das Três Fronteiras reúne elementos que ajudam a compreender a identidade de Foz do Iguaçu. É ali que os rios Paraná e Iguaçu se encontram e onde Brasil, Argentina e Paraguai compartilham uma mesma paisagem.
O cenário ganha novas cores no fim da tarde, quando o pôr do sol transforma a paisagem e cria um dos momentos mais procurados pelos visitantes. A contemplação dos rios é acompanhada por apresentações culturais, referências à história regional e opções de gastronomia.
O espaço propõe uma experiência que combina paisagem e cultura. A vista para o encontro dos rios permite observar, de um mesmo lugar, três países separados pelas águas, mas conectados pela história e pela geografia.
Primavera no Marco
A chegada da primavera acrescenta outro elemento à experiência. Os dias mais coloridos e os fins de tarde prolongados favorecem a contemplação da paisagem e convidam o visitante a conhecer o local com mais tempo.
Para quem visita Foz do Iguaçu, o Marco das Três Fronteiras oferece uma maneira diferente de vivenciar o destino: entre a natureza, as histórias que atravessam gerações e a presença simultânea de Brasil, Argentina e Paraguai.
Marco das Três Fronteiras
Terça-feira a domingo
Das 13h30 às 21h
Apresentações culturais diárias, a partir das 18h30
- Ingressos no site: marcodastresfronteiras.com.br

