Paixão de paraguaios por destinos brasileiros é maior que medo da pandemia

Apesar do alto número de contágios por covid-19 no Brasil, aumenta o número de paraguaios que vêm para as praias catarinenses, principalmente, mas também outros destinos, como Rio de Janeiro e Gramado e também aqui pertinho, Itaipulândia.

A diretora de Migrações do Paraguai, Ángeles Arriola, informou que 2.136 paraguaios viajaram ao Brasil, desde 23 de dezembro, atravessando a fronteira pela Ponte da Amizade. Outros 145 vieram por Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta Porã (MS).

O fluxo atual na Ponte da Amizade, de paraguaios que vêm fazer turismo no Brasil, é de 300 a 400 pessoas por dia, segundo Arriola informou ao portal ADN.

Até terça-feira, 5, o total de 5.334 paraguaios embarcou no aeroporto internacional Silvio Pettirossi para viagens ao exterior. A maior parte também tinha como destino o Brasil.

Segundo a diretora de Migrações, a conexão com o Brasil se mantém com toda a normalidade, desde que todos sigam os protocolos sanitários acordados pelos dois países.

GRUPO DE AFICIONADOS

No Facebook, o grupo Paraguayos en Auto a Brasil (acesse aqui) ganhou mais 5 mil integrantes em apenas nove dias, quando publicamos o texto “Paraguaios que saem (ou estão) em férias no Brasil criam grupo de apoio e troca de informações”.

E o grupo está mais ativo do que nunca, com muitas postagens de localidades onde os participantes passam férias e, também, com várias dicas aos viajantes.

Não é a única três pinos do mundo, mas outros plugues têm medidas diferentes. Foto Gilza Galvão

Gilza Galvão, por exemplo, alerta sobre as tomadas no Brasil, únicas no mundo. “Para os seguintes viajantes, mando foto de ‘todos’ os plugues do Brasil! A voltagem é igual, ou seja, 220”, explicou. Correção: 220 ou 110 volts, depende da região.

Detalhe: o Brasil não é o único a adotar a tomada de três pinos, mas o modelo desenvolvido é diferente do de outros países que também utilizam este sistema, a exemplo de Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Irlanda e Arábia Saudita, como informou o portal Mundo da Elétrica.

Neste mesmo portal, uma questão significativa: pesquisas mostraram que houve redução da sobrecarga após a padronização das tomadas no Brasil. Um benefício aos usuários “apesar de toda a dor de cabeça”.

Voltando às férias dos paraguaios no Brasil, integrantes do grupo também dão dicas aos que ainda não fizeram viagem a destinos brasileiros.

GUARANI, DÓLAR OU REAL

À esquerda, praia de Florianópolis, na foto de Tomas Arnaldo Chaves; à direita, cena de vídeo do calçadão do Rio de Janeiro, feito por Javier Quevedo.

O paraguaio Gustavo Cristobal Gonzalez Lovera, que mora no Rio de Janeiro, alerta os compatriotas de que o guarani não é aceito por ninguém para fazer o câmbio por real. “Já são vários casos de famílias que viajam com poucos reais e muitos guaranis, que ficam sem reais e assim começa o drama para elas”, disse.

Leo Esquivel complementou com o conselho de trocar guaranis por reais, antes de viajar, evitando também fazer o câmbio de dólar por reais no Brasil, porque essa troca não é favorável.

Alegria, mas sem ignorar os protocolos sanitários. Foto de Marcelo Obertino no grupo de Facebook.

Já o paraguaio Marcelo Obertino não quer saber de problemas. Na chegada a Florianópolis, postou foto da família e comentou: “E chegamos ao paraíso! Felizes de estar aqui. Máscaras, álcool, lavar as mãos, distanciamento social… A desfrutar sem ter medo”.

Aos paraguaios que aqui estão, bom proveito das férias. Aos que ainda pretendem vir, sejam bem-vindos!

Com todas as suas mazelas e problemas, o Brasil tem muitas maravilhas a se aproveitar e curtir.

Claudio Dalla Benetta - H2FOZ

Cláudio Dalla Benetta é repórter do H2FOZ. e-mail: [email protected] Veja mais mais conteúdo do autor.

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